Salvadores do PIB em 2017, setor externo e agropecuária têm desempenhos ruins no 2º tri

Na passagem do primeiro trimestre deste ano para o segundo, as exportações recuaram 5,5%

Lucas Vettorazzo Mariana Carneiro
Rio de Janeiro

As exportações e o setor agropecuário, que ajudaram o PIB ao longo do ano passado, voltaram a ter desempenhos ruins no segundo trimestre deste ano, divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro Geografia e Estatística) na manhã desta sexta-feira (31). 

Se comparadas a igual período do ano passado, as exportações de bens e serviços tiveram a primeira queda após seis trimestres consecutivos de alta. De abril a junho deste ano, as exportações caíram 2,9%, impactadas principalmente pela paralisação de caminhoneiros, que dificultou que produtores de alimentos escoassem suas produções para fora do país. 

Na passagem do primeiro trimestre deste ano para o segundo, as exportações recuaram 5,5%, apesar de o câmbio mais favorável no período. Foi o primeiro resultado negativo no ano, já que de janeiro a março, o indicador havia registrado alta de 1,8%.

As exportações foram um dos motores do PIB em 2017, quando as vendas ao exterior cresceram em três dos quatro trimestres do ano. 

O IBGE divulgou nesta sexta-feira (31) o resultado do PIB para o segundo trimestre, que teve alta de 0,2%. 
A alta da moeda americana vinha favorecendo às vendas ao setor externo, diante de uma atividade econômica interna que resiste a melhorar de forma sustentável.

Soja, milho, carne bovina e suína, petróleo e minério de ferro são produtos importantes na pauta de exportações brasileiras. Durante a paralisação de caminhoneiros, contudo, as principais estradas que dão acesso a portos foram fechadas no país. 

Uma quebra da safra do milho neste ano, com atraso do plantio, também teve impacto negativo nas exportações. A comparação com 2017 foi prejudicada devido ao fato de o ano passado ter sido de recorde na produção no campo

"A greve dos caminhoneiros afetou porque o produto não chegava ao porto, apesar do câmbio favorável, mas outros fatores pontuais também influenciaram nessa queda", explicou a gerente de Contas Nacionais do IBGE, Claudia Dionísio.

O setor agropecuário também teve impacto do movimento de paralisação dos caminhoneiros. A agropecuária ficou estável no segundo trimestre deste ano, não tendo registrado variação em relação ao trimestre imediatamente anterior. De janeiro a março, o setor havia crescido 1,3%, mas estagnou nos três meses seguintes. 

Na comparação do segundo trimestre com igual período do ano passado, a agropecuária também teve queda, de 0,4%, após ter recuado 2,6% nos três primeiros meses do ano. 

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