Bancos globais restringem viagens a China após funcionária do UBS ser impedida de deixar país

Executiva não teve passaporte apreendido, mas precisou de adiar saída do país para se reunir com autoridades locais

Bancos globais, incluindo Citigroup e Standard Chartered, pediram a suas equipes de private banking para adiar ou reconsiderar viagens à China após autoridades do país impedirem uma funcionária do UBS de deixar o país, disse agência.

BNP Paribas e JPMorgan também pediram a seus funcionários de private banking que reconsiderem planos de viagem para China após a ação das autoridades contra a executiva do UBS, disseram duas pessoas familiarizadas com o assunto.

O banco privado suíço Julius Baer, que administra US$ 390 bilhões em ativos globalmente, pediu à equipe que seja cautelosa em relação aos planos de viagem da China, disse uma pessoa familiarizada com o assunto.

Funcionária do banco UBS é impedida de sair da China, diz agência
Funcionária do banco UBS é impedida de sair da China, diz agência - Fabrice Coffrini/IAFP

A executiva do UBS em Singapura, gerente de relacionamento com clientes na unidade de gestão de fortunas do banco suíço, ainda tem a posse de seu passaporte, mas na semana passada foi solicitada a adiar sua saída de Pequim e permanecer na China para se reunir com autoridades locais nesta semana. Sua identidade não foi divulgada.

O objetivo da reunião com as autoridades chinesas não é claro. O UBS se recusou a comentar o assunto. No entanto, a incerteza levou o banco suíço, e agora vários de seus rivais, a exigir que sua equipe de private banking que considere cuidadosamente as viagens à China, disseram as fontes.

A cautela ressalta os riscos envolvidos para os bancos privados globais na busca do que é discutivelmente a maior oportunidade mundial no negócio de gestão de fortunas.

A China é o maior motor de crescimento da indústria da riqueza na Ásia, com seu grande e crescente grupo de milionários e bilionários gerados pelo crescente setor de tecnologia do país, tornando-se um campo de batalha fundamental para os bancos privados globais.

Mas seu setor financeiro está sob escrutínio agudo, enquanto Pequim tenta reduzir os altos níveis de endividamento da economia e restringir a saída de capital do país para sustentar o iuan, o que significa que há muito pouco espaço para erros por parte dos participantes do setor.

BNP, Citi, JPMorgan, Standard Chartered e Julius Baer se recusaram a comentar. Todas as fontes recusaram-se a ser nomeadas devido à sensibilidade do tema.

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