Mercado volta a elevar expectativa para inflação, mas reduz conta para dólar

Projeção para o câmbio vai para R$ 3,81 ante R$ 3,89 na semana passada

São Paulo

O mercado voltou a aumentar a projeção para a inflação neste ano, mas reduziu a expectativa para o dólar, além de deixar inalterados os cenários para a atividade econômica e para taxa básica de juros, na esteira do avanço de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) para o segundo turno da eleição presidencial.

A pesquisa Focus divulgada nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central mostrou que a expectativa agora é de uma inflação de 4,43% em 2018 e de 4,21% em 2019, sobre 4,40% e 4,20% respectivamente no levantamento anterior.

O centro da meta oficial para este ano é de 4,50% e, para 2019, de 4,25%. A margem de tolerância para ambos os anos é de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

 Cédula de R$ 2,00 (dois reais)
Aumento nas expectativas para a alta do IPCA acontece apesar da redução na conta para o dólar este ano - Diego Herculano/Folhapress

O aumento nas expectativas para a alta do IPCA acontece apesar da redução na conta para o dólar este ano a R$ 3,81, de R$ 3,89 antes, e para R$ 3,80 em 2019, de R$ 3,83.

Entretanto, para este ano a projeção para os preços administrados foi elevada a 7,84%, 0,11 ponto percentual a mais do que na pesquisa anterior.

Para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), entretanto, permanece o cálculo de 1,34% neste ano e de 2,50% no próximo.

Este é primeiro levantamento realizado semanalmente pelo BC com projeções feitas após o primeiro turno da eleição à Presidência da República, em que Bolsonaro conquistou uma votação expressiva, mas em que Haddad foi salvo pela Região Nordeste para garantir uma nova rodada de votação em 28 de outubro.

A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que não mudou a perspectiva de que a Selic terminará este ano a 6,5% e 2019 a 8%. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, também manteve sua projeção para este ano em 6,5%, mas aumentou a do ano que vem de 7,88% para 8%.

Reuters
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