Presidente da Marcopolo será o novo chefe da Embraer

Francisco Gomes Neto será indicado para ocupar o cargo na primeira reunião do conselho

São Paulo | Reuters

 A Embraer anunciou nesta terça-feira (9) que Francisco Gomes Neto, atual presidente da Marcopolo, será indicado para ocupar o cargo de presidente-executivo da fabricante de aviões. A indicação ocorrerá na primeira reunião do conselho de administração da empresa.

Gomes Neto substituirá Paulo Cesar de Souza e Silva, que atuará como membro sênior do conselho no processo de integração do novo presidente e no acompanhamento da segregação de ativos e recursos da aviação comercial até a conclusão do negócio com a Boeing.

"Com vasta vivência internacional e foco na gestão de empresas do setor industrial, tenho certeza que Francisco Gomes Neto tem o perfil e competências certas para liderar a Embraer nesse momento de transformação da empresa e do setor aeronáutico global", afirmou em comunicado o presidente do conselho de administração da Embraer, Alexandre Silva.

Logo da embraer em aeronave da companhia
Logo da Embraer em aeronave da companhia - Roosevelt Cassio/Reuters

Gomes Neto é graduado em Engenharia Elétrica com especialização em Administração de Empresas e MBA em Controladoria e Finanças. Nos últimos três anos, atuou como presidente-executivo do grupo Marcopolo, no qual liderou o processo de transformação da companhia.

Na Marcopolo, onde fica até 30 de abril, Gomes Neto será substituído pelo presidente do conselho de administração, James Eduardo Bellini, que acumulará interinamente sua função com cargo de diretor geral da fabricante de carrocerias.

Analistas do Itaú BBA ressaltaram que conheceram Gomes Neto pela primeira vez quando ele começou a trabalhar na Marcopolo em 2015, e durante esses anos ele se concentrou na redução de custos, na abertura de novos mercados fora do Brasil e na maximização da utilização dos ativos da companhia no país.

"Acreditamos que sua indicação faz muito sentido para a Embraer, que também deve se concentrar na abertura de novos mercados –em uma escala muito maior do que a Marcopolo–, reduzindo custos e maximizando a utilização de ativos", afirmaram em nota a clientes.

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