Professores de ao menos 33 escolas particulares de SP aderem a greve sexta, diz sindicato

Trabalhadores protestam contra reforma da Previdência em dia que pode haver paralisação do transporte público

Filipe Oliveira
São Paulo

Professores de ao menos 33 escolas particulares em São Paulo decidiram por não dar aula nesta sexta-feira (14), quando haverá uma greve-geral contra a reforma da Previdência, segundo sindicato de professores.

A lista do Sinpro-SP  inclui escolas tradicionais como o colégio Equipe, Escola da Vila, Santa Cruz e Vera Cruz

Silvia Barbara, diretora do sindicato, diz que a organização vem levando carros de som para escolas para mobilizar o corpo docente para o ato e aumentar o número de instituições fechadas na sexta.

Barbara diz que, além de protestar contra as propostas da reforma, os professores também têm em sua pauta críticas aos cortes na educação e ao modo como o ministério da área vem sendo conduzido no governo Bolsonaro.

A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), que representam os professores de escolas estaduais, e o Sinpeem (sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo) também afirmaram a reportagem que estão orientando a paralisação em todas as escolas.

Além das escolas, é possível que haja interrupções no transporte público. Motoristas e metroviários aderiram a paralisação, convocada no dia 1ª de maio pelas centrais sindicais.

O Metrô e a CPTM obtiveram liminar que diz que 100% dos de suas operações deverão ser mantidas durante o horário de pico. Os sindicatos dizem que vão manter a greve mesmo assim.

Outras categorias já confirmaram que irão parar na sexta, entre elas os metalúrgicos do ABC, trabalhadores da construção e bancários.

Os colégios Arquidiocesano e Marista da Glória, via assessoria de imprensa, negaram o fechamento das unidades durante a sexta-feira, contrariando a informação do sindicato.

Já o Equipe publicou em seu site oficial carta endereçada aos pais confirmando que não haverá aulas do dia da paralisação.

Veja lista de escolas

  1. Alecrim
  2.  Arco
  3. Aretê
  4. Arquidiocesano
  5. Arraial das Cores
  6. Bakhita
  7. Casa de Aprendizagens
  8. Criarte
  9. Equipe
  10. Escola da Vila
  11. Espaço Brincar
  12. Fazendo Arte
  13. Garcia Yago
  14. Giordano Bruno
  15. Gracinha
  16. Hugo Sarmento
  17. Invenções
  18. Ítaca
  19. Lycée Pasteur
  20.  Maria Boscovitch
  21. Meu Castelinho
  22. Micael Waldorf
  23. Notre Dame
  24. Ofélia Fonseca
  25. Oswald de Andrade
  26. Politeia
  27. Pré-escola Quintal do João Menino
  28. Santa Cruz (parcial)
  29. Santi
  30. São Domingos
  31. Vera Cruz
  32. Viva
  33.  Waldorf Francisco de Assis
Erramos: o texto foi alterado

O nome da escola Waldorf Francisco de Assis foi informado incorretamente como  Waldorf São Francisco na listagem de escolas nas quais os professores aderiram à greve desta sexta-feira, fornecida pelo sindicato da categoria em São Paulo. A informação foi corrigida.

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