Guedes busca apoio de senadores e promete recursos a estados

Ministro tenta manter interlocução com o Senado, que analisa reforma da Previdência

Bernardo Caram
Brasília

Em um aceno a senadores, que analisam a reforma da Previdência, o ministro da Economia, Paulo Guedes, prometeu repassar recursos a estados e municípios. O compromisso foi relatado pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), que participou de almoço com o ministro nesta terça-feira (1º).

Após perder a exclusividade como conselheiro econômico do presidente Jair Bolsonaro e ser alvo de críticas de parlamentares pela demora em apresentar medidas ao Legislativo, Guedes vem se esforçando para assegurar trânsito e interlocução com o Congresso.

Rodeado de seguranças, o ministro da Economia Paulo Guedes chega ao senado para almoço com senadores - Pedro Ladeira/Folhapress

Após reunião entre o ministro e parlamentares do bloco Vanguarda, que reúne DEM, PL e PSC, Fagundes afirmou que Guedes apoiou o repasse aos governos regionais de dois terços dos recursos arrecadados com o megaleilão de petróleo, previsto para este ano. A divisão seria de um terço para a União, um terço para estados e um terço para municípios.

 

Segundo o senador, houve ainda um compromisso de repasse de R$ 4 bilhões ainda neste ano para compensar perdas dos entes com a desoneração da exportação. Essa promessa já havia sido feita por Guedes outras vezes neste ano.

“A gente tem que acreditar, tem que dar o voto de confiança”, disse Fagundes. “A relação do dia a dia com quem não cumpre não será duradoura. Então, o Parlamento tem que dar esse voto de confiança, como nós estamos fazendo”.

Senadores têm pressionado o governo a cumprir acordos firmados para que a proposta de restruturação das regras de aposentadorias seja aprovada.

Uma das reclamações é que o pacto federativo –conjunto de medidas que visam destinar mais recursos para estados e municípios– ainda está travado. Guedes prometeu entregar o pacote após a aprovação da reforma. O assunto ficará sob comando do Senado.

Senadores também cobram a liberação de emendas parlamentares, instrumentos para que possam destinar dinheiro a obras em suas bases eleitorais.

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