Governo projeta PIB mais forte para 2019 e 2020

Estimativa foi de 0,9% para 1,12% para atividade do ano passado e de 2,32% para 2,40% neste ano

Brasília

O Ministério da Economia revisou para cima as projeções do PIB (Produto Interno Bruto) de 2019 e 2020. 

A expectativa para o avanço da atividade econômica em 2019, que estava em 0,9% em boletim divulgado em novembro, avançou para 1,12%. O dado fechado do ano passado ainda não foi divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Containers no terminal portuario (BTP) no terminal de Santos - Eduardo Knapp/Folhapress

Para 2020, o Ministério da Economia espera um avanço do PIB de 2,40%, ante projeção anterior de 2,32%. As estimativas foram divulgadas nesta terça-feira (14) pela Secretaria de Política Econômica. 

As projeções econômicas servem de base para as avaliações do andamento da política fiscal. Com uma expectativa melhor para a atividade, por exemplo, a equipe econômica deve ampliar as estimativas de arrecadação de impostos.

Esses cenários são levados em conta nas avaliações bimestrais que servem de base para que o governo decida se precisa cortar ou não verbas de ministérios.

“Os indicadores de emprego e atividade têm apresentado um cenário consistente para a retomada da economia em 2020”, diz o relatório da secretaria.

Em relação a 2019, o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, afirma que o resultado fiscal do setor público, que inclui União, estados e municípios, deve fechar o ano próximo a R$ 70 bilhões de déficit, com folga em relação à meta estabelecida de rombo de R$ 132 bilhões.

“Em função de diversos movimentos ao longo de 2019, como as receitas extraordinárias ligadas ao leilão da cessão onerosa, vamos ter um resultado primário bem melhor do que esperávamos”, disse.

Rodrigues afirmou ainda que a dívida bruta do governo deve interromper uma trajetória de alta, atingindo estabilidade sem chegar ao patamar de 80% do PIB.

O secretário ponderou que as contas públicas ainda operam em déficit e que é necessário seguir com a agenda de reformas.

“Nem metade do esforço para equilibrar as contas públicas da União foi feito ainda”, afirmou.

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