Para Mourão, ideia de Guedes de 'imposto do pecado' é 'balão de ensaio'

Presidente interino diz que quem decide sobre taxação é Jair Bolsonaro

Brasília

O presidente interino, Hamilton Mourão, classificou nesta sexta-feira (24) de "balão de ensaio" a proposta do ministro Paulo Guedes (Economia) de criação de um "imposto do pecado" sobre bebidas açucaradas, álcool e cigarro.

"Vamos colocar o seguinte. O ministro Guedes está lá fora do Brasil, lançou uma ideia, imediatamente rebatida pelo presidente. Vamos lembrar, todos os ministros podem lançar as ideias que eles quiserem. Agora, só tem uma pessoa que decide, se chama Jair Bolsonaro. É o que tem mandato do povo para decidir", afirmou Mourão, ao deixar o gabinete da vice-presidência, em Brasília.

O presidente Jair Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão, durante cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília - Evaristo Sa — 4.jul.2019/AFP

"Lançar a ideia não faz mal nenhum. É balão de ensaio que está jogado aí, não mata ninguém isso daí. Não vamos ver chifre em cabeça de cavalo", complementou. 

Em uma entrevista na Índia, onde realiza uma visita oficial, Bolsonaro rebateu a ideia lançada por Guedes.

“Ô Moro, aumentar a cerveja não, hein Moro..”, disse Bolsonaro, confundindo Guedes com o ministro da Justiça, Sergio Moro. “Acho que o Moro gosta de uma cervejinha...será que ele gosta?”. Segundo Bolsonaro, a orientação do governo é não “teremos qualquer nenhuma majoração de carga tributária”.
Depois, reiterou, acertando o nome do ministro: “Ô Paulo Guedes, eu te sigo 99%, mas aumento no preço da cerveja, não".

Guedes pediu ao grupo responsável pela reforma tributária que faça simulações para reagrupar numa mesma categoria tributária todos os produtos que possam ser prejudiciais à saúde.

A lista em análise, além dos tradicionais cigarro e bebidas alcoólicas, inclui os produtos com excesso de açúcar, considerados um fator para a obesidade, especialmente a infantil, elevando o risco de desenvolvimento de doenças graves como o diabetes.

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