Descrição de chapéu Coronavírus

Bancários tentam acabar com obrigação por metas e mais home office

Categoria está preocupada com agências lotadas e aumento de contágio pelo novo coronavírus no Brasil

Rio de Janeiro

O Banco Central atendeu nesta quinta-feira (19) um pedido do sindicato dos bancários de São Paulo para ajuste do horário de atendimento ao público durante o período de pandemia do novo coronavírus.

A categoria agora busca a liberação da obrigação por metas de vendas e também a ampliação do trabalho em sistema home office dos funcionários.

A presidente do sindicato dos bancários de São Paulo, Osasco e região, Ivone Silva, ressaltou que o momento é de pensar na saúde dos trabalhadores e de suas famílias.

"O que a gente mais tem reclamado é de que mesmo em casa os bancários têm sido obrigados a bater metas [de vendas]. Continuamos com a campanha de menos metas e mais saúde, achamos absurdo o banco cobrar metas, algum cliente está disposto a pensar nisso nesse momento?", questionou Ivone.

Após a determinação do Banco Central sobre a questão do horário de funcionamento das agências, o Santander foi uma das instituições que anunciou a redução das 10h as 14h, mas nem todos os bancos ainda comunicaram aos funcionários a respeito da diminuição do atendimento.

"Queremos que os bancos reduzam os horários", apontou Ivone.

Nos últimos dias, os bancos já liberaram os grupos de risco do trabalho e vêm aplicando quarentena aos que tiveram contato direto com caso confirmado ou para empregados que retornaram de viagem internacional.

Porém, o aumento no número de casos vêm deixando os bancários em alerta - nesta sexta (20), eram 904 confirmados e 11 mortos no Brasil.

"Já temos revezamento em vários bancos e áreas, alguns com 40% dos funcionários em casa, mas estamos buscando a possibilidade de mais home office. Se não for possível de todo mundo imediatamente, tem sido feito revezamento para que as pessoas trabalhem mais longe uma da outra sem algomeração nos andares", apontou Ivone.

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