Preço da gasolina cai durante a pandemia e fica 13% mais baixo em 2020

Dados de cartões da ValeCard mostram queda no valor do combustível

Rio de Janeiro

O preço da gasolina caiu 13% desde janeiro no Brasil, segundo levantamento da ValeCard, responsável por gestão de frotas e meios de pagamentos. A queda se deu, principalmente, por causa do avanço da pandemia de Covid-19 em todo o planeta.

Em janeiro, quando o combustível vinha em alta, o preço havia alcançado R$ 4,762, o maior valor de 2020. Já em junho, a gasolina encerrou cinco meses de recuo e era possível abastecer o carro por R$ 4,14 o litro. A diferença é de mais de R$ 0,60.

Os dados foram obtidos por registros de transações realizadas com o cartão de abastecimento da ValeCard em aproximadamente 20 mil estabelecimentos credenciados. A ValeCard costuma fazer um levantamento quinzenal, mas realizou uma comparação anual para sentir os efeitos do preço dos combustíveis Entre os meses de junho de 2019 e junho de 2020, a queda foi de 11%.

Em maio, quando atingiu o menor valor, a gasolina teve um preço médio de R$ 4,01 nos postos do país, ou treze centavos por litro mais barata do que no mês seguinte.

O Rio de Janeiro foi o estado que apresentou os preços médios mais altos em junho, R$ 4,601, seguido pelo Acre, a R$ 4,5. São Paulo tinha o terceiro menor valor: R$ 3,902.

A maior alta percentual na comparação com maio foi no Distrito Federal, que variou 7,88%, saindo de R$ 3,735 e chegando a R$ 4,029 no valor cobrado pelo litro da gasolina. Já o único estado que registrou queda foi o Amapá, com redução de 4,81%.

Entre as capitais, Belém foi a cidade com maior valor médio em junho (R$ 4,684). Depois vieram Rio de Janeiro (R$ 4,588) e Rio Branco (R$ 4,449). Os preços mais baratos foram vistos em Curitiba (R$ 3,671), João Pessoa (R$ 3,796) e Vitória (R$ 3,887).

Na última quarta (1º), a Petrobras anunciou nova elevação nos preços da gasolina e do diesel a partir desta quinta (2), no que foi o sétimo aumento seguido no preço da gasolina, que subiu, em média, 3%. O reajuste no diesel, de 6%, é o quarto consecutivo.

Com a sequência de altas, a gasolina voltou a ter preço médio nos postos acima de R$ 4 por litro na semana passada. Desde o começo de maio, quando foi iniciado o ciclo de aumentos, o preço da gasolina nas refinarias da estatal acumula alta de 53%. O preço do diesel acumula alta de 32% desde o início de maio.

Os reajustes acompanham a recuperação do preço internacional do petróleo após o relaxamento das medidas de isolamento social na Europa e nos Estados Unidos. A política de preços da Petrobras prevê o acompanhamento das cotações internacionais, considerando ainda a taxa de câmbio, os custos de importação e margem de lucro.

Para importadores de combustíveis, a sequência de reajustes da Petrobras ainda não é suficiente para acompanhar a recuperação das cotações internacionais, mantendo os preços no mercado interno com defasagem e impedindo a importação de produtos por empresas privadas.

De acordo com dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), os aumentos já pesam no bolso do consumidor. Na semana passada, o litro da gasolina era vendido a R$ 4,022, em média, no Brasil, alta de 0,9% em relação à semana anterior. Em quatro semanas, a alta acumulada é de 3,2%.

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