Descrição de chapéu The New York Times

Uber compra empresa de entrega de comida Postmates por US$ 2,65 bi

Companhia de transporte aposta no crescimento de sua divisão Uber Eats

São Francisco (Califórnia) | The New York Times

A Uber concordou em adquirir a Postmates, empresa iniciante em entrega de comida, por US$ 2,65 bilhões, já que pretende expandir sua presença na entrega de alimentos sob demanda, enquanto seu principal negócio, o transporte de passageiros, enfrenta dificuldades.

As empresas anunciaram o acordo, só em ações, na manhã de segunda-feira (6). A Uber combinará a Postmates com sua própria subsidiária de entregas de comida, Uber Eats, que vem crescendo durante a pandemia de coronavírus. A Postmates continuará a operar com seu próprio nome.

Os aplicativos de entrega de comida, que conectam motoristas, restaurantes e clientes, cresceram rapidamente nos últimos anos, alimentados por capital de risco e exércitos de trabalhadores contratados.

Mas os aplicativos oferecem serviços muito semelhantes, levando a forte concorrência e pressão para manter os preços baixos. Enquanto mais pessoas usam os serviços de entregas durante a pandemia, os lucros são enganosos.

Como resultado, as empresas de aplicativos de entregas estão tentando fechar acordos para ganhar escala. A Postmates discutiu anteriormente possíveis acordos com a DoorDash, maior serviço nos Estados Unidos, e outro rival, Grubhub, segundo duas pessoas informadas sobre as negociações.

Juntas, Postmates e Uber Eats teriam uma participação de 37% nas vendas de entregas de comida nos Estados Unidos, de acordo com a Edison Trends, que acompanha os gastos com cartões de crédito. A DoorDash continuaria sendo o maior ator, com 45%, enquanto o Grubhub teria 17%.

A Uber está buscando crescer, mas as pessoas ficam em casa durante a pandemia e os negócios da empresa vacilam. Em maio, a Uber registrou uma perda de US$ 2,9 bilhões no primeiro trimestre e anunciou que estava demitindo 14% de sua força de trabalho. Mas a receita da divisão Uber Eats aumentou 53%. De abril a junho, segundo a Uber, os pedidos pelo Uber Eats mais que dobraram em comparação ao ano anterior.

Daniel Ives, analista do setor na Wedbush Securities, disse em nota aos clientes que o acordo foi uma "aquisição defensiva e ofensiva no espaço de entregas de comida para a Uber, em um momento em que seu principal negócio de transporte por aplicativo sofreu ventos contrários nesta pandemia de covid-19".

A Postmates, avaliada pela última vez por investidores em US$ 2,4 bilhões, é menor que os outros atores, com cerca de 10 milhões de clientes. Fundada em 2011, foi uma das primeiras startups a usar "trabalhadores temporários" para oferecer aos clientes o que quisessem ao toque de um botão no smartphone.

Pierre-Dimitri Gore-Coty, diretor de entrega de comidas da Uber, continuará a administrar o negócio global de entregas, disse a Uber. Bastian Lehmann, executivo-chefe da Postmates, permanecerá durante uma revisão regulatória do acordo; planos de integração em longo prazo ainda estão sendo elaborados, de acordo com a Uber.

Ao anunciar o acordo, as empresas compartilharam alguns detalhes financeiros sobre a Postmates. No primeiro trimestre de 2020, ela teve uma receita de US$ 107 milhões e mais de 115 mil comerciantes usavam a plataforma. A Uber disse que a Postmates teve um desempenho especialmente bom no sudoeste dos EUA, incluindo Phoenix, Las Vegas, Los Angeles e San Diego.

Dara Khosrowshahi, diretor-executivo da Uber, disse que a empresa pode integrar determinados serviços da Postmates, incluindo sua assinatura de US$ 9,99 por mês, que fornece entrega gratuita em pedidos acima de US$ 12. "Você pode esperar ver algumas dessas táticas no Uber Eats", disse ele em uma teleconferência com analistas de Wall Street. "Achamos que é simplesmente uma combinação maravilhosa."

A Postmates levantou mais de US$ 900 milhões em financiamento de investidores, incluindo Spark Capital e Tiger Global Management, de acordo com o PitchBook. Ela se registrou para abrir seu capital.

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.