Alemanha prende 16 por suspeita de elo com EI
A polícia da Alemanha prendeu nesta quarta-feira (1º) 16 pessoas suspeitas de envolvimento com a milícia terrorista Estado Islâmico, numa operação no Estado central de Hessen. Mais de 50 casas, lojas e mesquitas foram alvo das buscas.
Entre os detidos está um tunisiano de 36 anos apontado como recrutador do EI. Ele era procurado pelas autoridades da Tunísia por sua suposta participação no ataque ao Museu do Bardo, na capital, Túnis, em que 21 turistas estrangeiros foram mortos em março de 2015.
Na terça (31), as forças de segurança haviam detido três pessoas na capital, Berlim, em uma mesquita com vínculos com o migrante tunisiano Anis Amri, autor do atentado com um caminhão contra um mercado de Natal na cidade, em 19 de dezembro, que matou 12 pessoas.
Desde esse ataque, o país discute como se proteger e, ao mesmo tempo, repensar sua política para refugiados. "As políticas de segurança terão um papel maior do que nas últimas eleições", afirma à Folha Markus Kaim, analista do SWP (Instituto Alemão para Assuntos Internacionais e de Segurança).
O pleito federal de 24 de setembro será o primeiro depois de uma série de eventos fundamentais à estabilidade alemã, como o deflagrar da crise civil ucraniana, a consolidação do EI, a eleição de Donald Trump nos EUA e o "brexit", a decisão britânica de deixar a União Europeia.
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