Governo britânico diz que vai analisar liberação de maconha medicinal

Análise oficial mostrou que a prática pode ser benéfica em alguns casos

Londres e São Paulo | Reuters

O governo britânico anunciou nesta terça-feira (3) que vai ampliar os estudos sobre o uso medicinal da maconha e abriu a possibilidade de autorizar a prática em todo o país. 

A decisão acontece após Sally Davies, diretora do Escritório Médico britânico (responsável por aconselhar a primeira-ministra Theresa May na área de saúde), concluir uma análise das pesquisas publicadas sobre o assunto. 

Segundo ela, os estudos já realizados até o momento mostram que o uso medicinal da maconha pode ser benéfico em alguns casos,

"A diretora do Escritório Médico conclui que há evidências do benefício terapêutico para algumas condições médicas", disse um porta-voz da primeira-ministra, que afirmou que a questão agora deverá ser aprofundada. 

Com isso, caberá agora a uma comissão que analisa as consequências do uso de drogas estudar o assunto e recomendar ao governo se a prática deve mesmo ser legalizada, levando em conta questões de saúde e sociais. Não há previsão ainda de quando isso possa ocorrer, mas a tendência é que seja em breve.  

O governo de May anunciou no último dia 19 que Davies e o Ministério do Interior iriam conduzir uma análise para determinar se o uso medicinal da maconha poderia ser autorizado —a primeira-ministra afirmou que a legalização do uso recreativo não está em discussão. 

O assunto passou a ser debatido no país após a divulgação da história de duas crianças que usam o óleo de cânabis para atenuarem o efeito da epilepsia. Por isso, as famílias de Alfie Dingley 6, e Billy Caldwell, 12, pediram ao governo a liberação do produto. 

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