Descrição de chapéu Venezuela

Não temos medo de usar a expressão 'Doutrina Monroe', diz assessor de Trump sobre Venezuela

Adotada pelos EUA no século 19, doutrina pregava a 'América para os Americanos'

O assessor de Segurança Nacional de Donald Trump, John Bolton - Mandel Ngan/AFP
São Paulo

John Bolton, assessor de Segurança Nacional do presidente americano Donald Trump, afirmou durante uma entrevista à rede CNN neste domingo (3) que o governo não tem medo de usar a expressão “doutrina Monroe” para defender a democracia no seu hemisfério.

Questionado pelo apresentador Jake Tapper, do programa “State of The Union”, se o apoio dos EUA a outras ditaduras ao redor do mundo não contradiz a posição adotada em relação à Venezuela, Bolton disse que a situação é diferente por se tratar de um país do mesmo hemisfério.

“Nessa administração não temos medo de usar a expressão 'doutrina Monroe'. É um país do nosso hemisfério, e ter um hemisfério completamente democrático sempre foi o objetivo de presidentes americanos desde Ronald Reagan (1981-1989)”, afirmou o assessor.

“No fim do ano passado, eu disse que estávamos buscando o fim da tirania. Parte do problema na Venezuela é a ampla presença de cubanos. São entre 20 mil e 25 mil agentes de segurança cubanos, de acordo com relatórios. É o tipo de coisa que consideramos inaceitável e é por isso que defendemos essas políticas", disse.

A Doutrina Moroe, adotada pelos EUA no século 19, pregava um forte nacionalismo baseado na expressão 'A América para os Americanos', com a intenção de se opor às pretensões coloniais da Europa. Posteriormente, ela abriu espaço para justificar intervenções dos Estados Unidos na América Latina e no Caribe.

Na entrevista, Bolton disse também que os Estados Unidos estão buscando "apoio para a transição pacífica de [Nicolás] Maduro para [o líder oposicionista] Juan Guaidó". Guaidó é reconhecido como presidente interino da Venezuela por cerca de 50 países, incluindo os Estados Unidos.

"Muitas pessoas, especialmente no campo político da esquerda, no hemisfério e ao redor do mundo, entendem que o experimento falho de Hugo Chávez e Nicolás Maduro precisa terminar", afirmou. "Eu gostaria de ver a coalizão mais ampla possível para substituir Maduro e todo o regime corrupto. É isso que estamos tentando fazer."

Em setembro, o presidente americano, Donald Trump, disse que "todas as opções estão sobre a mesa" na Venezuela, o que incluiria uma ação militar para a forçar a saída do ditador Nicolás Maduro do poder.

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