Descrição de chapéu Governo Trump

Trump cogita outra vez acabar com direito à cidadania por nascimento nos EUA

Medida afetaria imigrantes que cruzam fronteira para terem filhos, além de bebês de residentes sem cidadania

São Paulo | Reuters

O presidente Donald Trump disse nesta quarta (21) que está considerando abolir a cidadania por nascimento nos Estados Unidos em duas situações: para crianças nascidas no país cujos pais não são cidadãos americanos e para imigrantes que entraram no território ilegalmente. 

"Estamos olhando muito seriamente para esta questão, o direito à cidadania por nascimento, pelo qual você tem um bebê na nossa terra, você atravessa a fronteira, tem um bebê —parabéns, o bebê é agora um cidadão dos EUA. Francamente, é ridículo", disse o republicano a jornalistas. 

Tal direito é garantido pela Constituição. A 14ª emenda foi ratificada em 1868, após a Guerra Civil, para assegurar a ex-escravos e seus descendentes a mesma proteção dos demais cidadãos perante a lei. 

Todas as pessoas nascidas ou naturalizadas nos Estados Unidos se tornam automaticamente cidadãos americanos, segundo a legislação.

Reed Elliotte, de nove anos de idade, veste roupa estampada com a bandeira americana; durante convenção de militares veteranos no Kentucky - Kevin Lamarque/Reuters

O assunto foi trazido à tona por Trump pela primeira vez em outubro do ano passado, quando o mandatário falou que preparava uma ordem executiva para alterar a cidadania por nascimento —um direito garantido em ao menos 30 países, dentre os quais Canadá e Brasil.

“Somos o único país no mundo onde uma pessoa chega e tem um bebê, e o bebê é essencialmente um cidadão dos Estados Unidos por 85 anos, com todos esses benefícios. É ridículo, é ridículo. E precisa acabar”, disse o presidente à época.

Mas o então congressista Paul Ryan, republicano como Trump, afirmou que o presidente não poderia alterar a legislação com uma ordem executiva. Segundo ele, uma mudança como esta demandaria um longo processo. A opinião é compartilhada por estudiosos.

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