Protestos em Hong Kong viram batalha campal em distrito financeiro

Já são 22 fins de semana consecutivos de manifestações pró-democracia

Hong Kong | AFP e Reuters

Em Hong Kong, milhares voltaram às ruas, neste sábado (2), para mais um dia de protesto. A jornada terminou com uma batalha contra a polícia: houve barricadas de fogo nas ruas e confrontos em estações de metrô.

Em Chater Garden, parque localizado no distrito central, o confronto entre manifestantes e polícia teve início quando ativistas atiraram coquetéis molotov nas ruas, em frente à sede do HSBC e do Banco da China. 

Policiais passam por barricada com fogo durante ato em Hong Kong - Thomas Peter/Reuters

Ativistas, muitos usando máscaras e guarda-chuvas para evitar o reconhecimento facial, usaram postes para construir barricadas perto do parque, há décadas um lugar tradicional para atos e vigílias. 

"O povo de Hong Kong resiste", eles gritavam. "É a revolução do nosso tempo."

Muitos cantaram os hinos do Reino Unido e dos Estados Unidos, balançando bandeiras com múltiplas nacionalidades, enquanto alguns poucos pediam independência —um alerta vermelho para os líderes do Partido Comunista em Pequim. 

A polícia usou gás lacrimogêneo contra as manifestações, tanto em Causeway Bay quanto no Victoria Park e Wanchai, distrito cheio de bares e lojas, onde muitas pessoas acompanhavam a final da Copa do Mundo de Rúgbi.

A manifestação foi feita um dia depois que a China alertou que não tolerará nenhuma mudança no sistema governamental e anunciou que reforçará o sentimento de patriotismo nesse território, que vive 22 fins de semana consecutivos de protestos, liderados principalmente por jovens. 

Desde que as manifestações começaram, houve diversos casos de violência, que minaram a reputação do território como centro financeiro internacional e estão afetando sua economia. Na quinta-feira (31), dados do governo confirmaram que Hong Kong entrou em recessão pela primeira vez desde a crise global de 2008. 

 
Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.