Candidato de Macron à Prefeitura de Paris abandona disputa após vazamento de vídeo sexual

Benjamin Griveaux diz que saída da disputa é necessária para proteger a família

Paris | AFP

Benjamin Griveaux, candidato à Prefeitura de Paris apoiado pelo presidente Emmanuel Macron, abandonou a campanha nesta sexta-feira (14) após o vazamento de um vídeo com conteúdo sexual.

“Uma página da internet e as redes sociais disseminaram ataques infames que põem em questão a minha vida privada”, disse Griveaux. Ele acrescentou que a desistência visa proteger sua família.

Benjamin Griveaux ao anunciar o abandono da campanha pela Prefeitura de Paris - AFP

O material divulgado, que inclui também troca de mensagens, envolve uma mulher jovem. A autenticidade do material pornográfico não foi confirmada.

Griveaux, 42, é casado e tem três filhos, que eram mencionados por ele com frequência durante a campanha eleitoral.

O conteúdo foi divulgado pelo artista russo Piotr Pavlenski, que vive como refugiado na França. 

Ele disse ao jornal Libération que obteve o material por meio de uma fonte que teria tido relações consensuais com Griveaux e que decidiu expor as imagens para “denunciar a hipocrisia” do candidato. 

"Ele é alguém que está sempre mencionando valores familiares, Disse que seria um prefeito [voltado] para as famílias de Paris, citando o exemplo de sua mulher e os filhos, enquanto fazia o contrário", acusou Pavlenski . 

Outros candidatos ao comando da capital francesa criticaram a divulgação do vídeo. A atual prefeita, a socialista Anne Hidalgo, pediu respeito à vida privada e que o debate político seja feito com dignidade. 

Griveaux, do partido República em Frente, aparecia em terceiro lugar nas pesquisas. As eleições municipais na França estão programadas para 15 de março, com segundo turno agendado para o dia 22 do mesmo mês.

Sua candidatura era vista com uma tentativa de Macron de ganhar força em Paris. O presidente enfrenta uma queda de braço com sindicalistas e funcionários públicos, que realizam há dois meses uma greve contra a reforma da Previdência.

Griveaux foi eleito deputado em 2017 e atuou como porta-voz do governo.

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