Chicago retira estátuas de Cristóvão Colombo após onda de protestos

Prefeita diz que vai avaliar adequação de outros monumentos da cidade

Chicago | AFP e Reuters

A prefeitura de Chicago removeu temporariamente duas estátuas de Cristóvão Colombo nesta sexta-feira (24) e anunciou que vai avaliar a adequação dos demais monumentos espalhados pela cidade.

Na semana passada, manifestantes antirrascistas tentaram derrubar uma das homenagens ao explorador genovês, no parque Grant, mas foram reprimidos pela polícia. A outra estátua removida ficava no bairro de Arrigo, em uma zona da cidade conhecida como "Little Italy".

Estátua de Cristóvão Colombo é removida do parque Grant, em Chicago, nos EUA - Kamil Krzaczynski - 24.jul.20/ Reuters

"É um esforço para proteger a segurança pública e preservar um espaço seguro para um diálogo inclusivo e democrático sobre os símbolos de nossa cidade", declarou o gabinete da prefeita, Lori Lightfoot.

Desde o fim de maio, quando começaram os protestos pela morte de George Floyd, asfixiado por um policial branco em Minneapolis, manifestantes em todo o país derrubaram dezenas de monumentos a personagens ligados ao Exército Confederado, que defendeu a manutenção da escravidão na Guerra Civil Americana, e ao colonialismo, incluindo Colombo.

Nos últimos meses, estátuas do explorador têm sido derrubadas, queimadas, e decepadas em diversas cidades americanas.

O navegador, no entanto, continua sendo um símbolo poderoso para alguns grupos ítalo-americanos que se opõem à desvalorização de sua figura.

"Nós, como comunidade, nos sentimos traídos", disse Pasquale Gianni, do Comitê Cívico Conjunto de Italianos Americanos, a uma rede de televisão de Chicago, em reação às remoções da estátuas.

"Sentimos que parte de nossa herança foi arrancada de nós. Essas estátuas representam muito mais do que meros objetos, mas o sangue, suor e lágrimas de todas as contribuições dos ítalo-americanos para esta grande cidade", completou.

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