Descrição de chapéu Opinião Márcio França

São Paulo conduz, não é conduzido

Ofereço nova opção aos cansados do 'esgotado' duelo PT X PSDB

Márcio França, candidato ao governo de São Paulo pelo PSB - Bruno Santos - 23.out.18/Folhapress
Márcio França

Em janeiro, teremos um novo presidente. Será o presidente de todos os brasileiros, independentemente de ideologia, condição econômica, formação profissional, credos, etnias e culturas. As pesquisas e o contexto político nacional indicam uma eleição presidencial muito definida. Em outros estados, no segundo turno, também. 

No estado de São Paulo, contudo, a disputa está mais acirrada e requer mais atenção. Afinal, o novo governador do estado terá uma tarefa a mais, como sempre foi nos momentos decisivos da nação: a de orientar e unir o Brasil, com habilidade política e generosidade.

Só, assim, virão a retomada do crescimento econômico e o consequente e necessário resgate social de todos os brasileiros, sobretudo dos mais carentes.

São Paulo teve sempre este papel na pátria. Na definição das dimensões territoriais do país, com as entradas e bandeiras, na Independência do Brasil, na República e na Constituição.

Está certo, também, que o governador eleito neste domingo (28) terá que tocar obras importantes --são mais de mil em andamento; aprimorar e ampliar os serviços de saúde (que atende a milhares de migrantes); tornar a educação mais atraente para os jovens, valorizar os professores, modernizar as salas de aula e dar acesso universal aos cursos profissionalizantes e à universidade pública gratuita; dar oportunidade ao jovem para que ele não seja cooptado pelo mundo do crime; melhorar a segurança pública; o transporte; manter as contas públicas estáveis. Ser criativo e experiente! Um especialista em administração pública.

Enfim, fazer o que a população de São Paulo tanto espera de um líder. Conduza o Brasil e não se deixe ser conduzido por Brasília.

Mas não poderá se esquivar do papel ainda maior, sempre reservado ao estado de São Paulo, que é unir o país, terminando de vez com o velho antagonismo PT X PSDB, que cumpriu sua etapa, mas que tantos problemas têm causado à confiança na política. 

Para essa tarefa, é preciso ter experiência na atividade pública --bem diferente da privada-- e enorme disposição para o diálogo, além da prática diária do mais elevado espírito democrático.
Por isso, nunca foi tão importante a eleição de um governador na história recente do país. 

Temos, de um lado, um exímio profissional de eventos, cujas características são as ações de marketing e a superficialidade, ou seja, cumprir compromissos curtos, rápidos, sem soluções profundas. 

Alguém que renunciou à honrosa tarefa, incumbida pelo povo, de administrar a maior cidade do país.
Alguém cujos comportamentos e ações são marcados pela arrogância, acostumado a impor seus desejos no trato da coisa pública, ignorando a necessária prática do entendimento.

Ofereço uma nova opção aos paulistas, também cansados do "esgotado" embate PT X PSDB. Não sou o dono da verdade. Estou acostumado, ao longo de 30 anos de vida pública, a unir forças por objetivos comuns.

Fui prefeito da primeira cidade fundada no Brasil, São Vicente, e reeleito com 93% dos votos.
Passados mais de 20 anos, obtive, neste primeiro turno para o governo de São Paulo, quase 70% dos votos na mesma cidade. Já meu adversário, que deixou de ser prefeito há poucos meses, teve apenas pouco mais de 20% dos votos na capital.

Já atuei no Judiciário, como servidor concursado; no Legislativo, como parlamentar; e no Executivo, como prefeito e secretário de Estado por duas vezes.

Tenho experiência de administrador público, na amplitude da função, que inclui conhecimento jurídico e, sobretudo, capacidade de ouvir e agregar, como ficou claro no episódio da greve dos caminhoneiros, solucionada a partir de São Paulo. Não tenho medo de decidir, mesmo nos momentos mais difíceis.

Não traio os que me confiam importantes tarefas e me dão oportunidades. 

Peço aos eleitores paulistas a oportunidade de realizar um governo responsável e comprometido a prestar serviços públicos de qualidade.

A boa revolução da educação vai começar por São Paulo!

Aqui tem palavra. Como se vê, trata-se, nesta eleição em São Paulo, de decidir. "Non Ducor Duco".

Márcio França

Candidato ao governo de São Paulo (PSB); governador do estado desde abril e ex-deputado federal (2007-2010)

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