Na Bahia, Temer defende paz social contra divergências radicais

O presidente não comentou o decreto de prisão de Lula ou os protestos pelo país

Presidente Temer durante evento em Brasília
Presidente Temer durante evento em Brasília - Ueslei Marcelino - 05.abr.2018/ Reuter
João Pedro Pitombo
Salvador

O presidente Michel Temer (MDB) afirmou nesta sexta-feira (6) em Salvador que o país foi tomado por uma onda de pessimismo e defendeu a retomada da paz social e o otimismo como forma de enfrentar a existência de divergências radicais entre os brasileiros.

“Precisamos ser otimistas. No Brasil, fomos tomados nos últimos tempos por uma onda de pessimismo. […] Em tempos passados, o otimismo era bem maior e os brasileiros procuravam uma paz social. Não havia uma divergência radical entre os brasileiros. Havia uma conjugação de esforços e a conjugação de esforços é que significa otimismo”, disse.

Temer viajou à capital baiana para participar da posse da nova diretoria da Fieb (Federação das Indústrias do Estado da Bahia). O evento –um jantar de gala para 1.400 convidados– foi cercado por um forte esquema de segurança.

Não houve manifestações contra o presidente. Mas a pouco mais de 15 quilômetros do local do evento, manifestantes contrários a prisão do ex-presidente Lula bloquearam a avenida Antônio Carlos Magalhães, gerando congestionamentos em boa parte da cidade.

Em um discurso de 14 minutos, Temer não falou sobre a prisão do ex-presidente Lula nem sobre a série de protestos que aconteceram nesta sexta-feira pelo país.

Defendeu o seu governo e afirmou que o diálogo tem sido uma marca da sua gestão. E destacou sua relação com o Congresso Nacional: “Executivo e Legislativo governaram juntos e por isso chegamos até aqui”.

Num discurso voltado para o Nordeste, defendeu um tratamento especial da União para a região. E afirmou que assinará a prorrogação do regime automotivo diferenciado para a região por mais cinco anos.

Por fim, disse que saia da Bahia “espiritualizado” e elogiou o entusiasmo dos empresários presentes no evento: “Se o Brasil tivesse esse entusiasmo, essa potencialidade espiritual que recebemos esta noite, o Brasil seria em melhor, porque bom ele já é”.

O presidente chegou ao evento por volta das 19h30 acompanhado do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Marcos Jorge de Lima, e do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles –este em sua última agenda oficial no cargo. Recém-filiado ao MDB, Meirelles deixa o cargo para tentar ser candidato à Presidência da República.

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