Candidatos a governos estaduais pelo Novo têm R$ 223 mi em bens

Nomes da legenda vão de executivos a empresários, com patrimônio de até R$ 82 mi

Artur Rodrigues
São Paulo

O Partido Novo declarou até o momento à Justiça Eleitoral R$ 223 milhões em bens de candidatos de quatro chapas a governos estaduais. Os patrimônios dos cabeças de chapa e vices variam entre R$ 1,8 milhão e R$ 82 milhões. 

A legenda já registrou os dados de candidatos ao governo de quatro estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. 

O maior patrimônio declarado é do advogado Marcelo Trindade, que disputará o governo do Rio, de R$ 82 milhões. Ele foi diretor da Comissão de Valores Mobiliários. A lista inclui casa, apartamentos, veículos e investimentos. 

Entre os governadores, logo atrás vem o candidato ao governo mineiro, Romeu Zema. Ele dirige o grupo Zema, que atua em áreas que vão da moda ao setor automotivo, e fatura R$ 3 bilhões ao ano. 

Entre os cabeças de chapa, ainda há o ex-presidente do Banrisul, Mateus Bandeira, candidato ao governo do Rio Grande do Sul, com bens em R$ 26 milhões, e o candidato ao governo paulista, o empresário Rogério Chequer, com patrimônio de R$ 9 milhões.

Para cargos do Executivo, a legenda ainda terá Alexandre Guerra concorrendo ao governo do Distrito Federal e João Amoêdo como presidenciável. No entanto, os valores ainda não estão no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Romeu Zema, dono do grupo Zema e candidato ao governo de MG pelo Partido Novo
Romeu Zema, dono do grupo Zema e candidato ao governo de MG pelo Partido Novo - Luis Evo/Folhapress

Os dados do partido Novo estão entre os primeiros publicados no site do TSE. Para o governo de São Paulo, por exemplo, além de Chequer, só foi disponibilizado o patrimônio da chapa do PSOL. A candidata ao governo pelo partido é Professora Lisete, com patrimônio de R$ 813 mil, e o vice Professor Maurício Costa, sem nenhum bem cadastrado. 

Apesar do alto patrimônio, os candidatos do Novo afirmam que pretendem fazer campanhas baratas. 

Fundado em 2011, o partido tem como práticas não usar recursos do fundo partidário e selecionar seus filiados, excluindo aqueles que tenham sido condenados com sentença transitada em julgado ou de órgão colegiado em casos de violação de direitos fundamentais, improbidade administrativa e abuso de poder político e econômico.

As ações partidárias são financiadas por meio de doações, e a prestação de contas é divulgada no site do partido, que em março tinha em caixa cerca de R$ 5,7 milhões.

Na arrecadação por crowdfunding, Amoêdo, estreante na corrida ao Planalto, é o segundo que mais angariou fundos dentre os presidenciáveis, com mais de R$ 265 mil, atrás apenas de Lula.

Na TV e no rádio, o partido estima que o presidenciável terá de 5 a 10 segundos de propaganda. Para superar isso, o ex-CEO do Flamengo e coordenador da campanha de Amoêdo, Fred Luz, aposta nas redes sociais e na mobilização de voluntários.

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