Descrição de chapéu Eleições 2018

Com alfinetada ao PSDB, Marina Silva oficializa candidatura pela terceira vez

O ex-deputado Eduardo Jorge (PV) é o vice da chapa "Unidos para Transformar o Brasil", da Rede

Angela Boldrini Joelmir Tavares
Brasília

A Rede confirmou neste sábado (4) a candidatura de Marina Silva ao Planalto pela terceira vez. A ex-senadora já disputou a Presidência em em 2010 e 2014, mas não conseguiu chegar ao segundo turno.

Batizada de "Unidos para Transformar o Brasil", a chapa é composta por Marina e o ex-deputado Eduardo Jorge (PV).

A candidata Marina Silva faz discurso ao lado de seu vice Eduardo Jorge, durante a convenção da Rede
A candidata Marina Silva faz discurso ao lado de seu vice Eduardo Jorge, durante a convenção da Rede - Sergio Lima/AFP

Em Brasília, a convenção contou com a presença de políticos, militantes e do ator Marcos Palmeira, mestre de cerimônias.

"Ele foi eleito o segundo homem mais bonito, só depois de mim", brincou o porta-voz da Rede e coordenador de campanha Pedro Ivo Batista, ao abrir o evento. 

Após duas horas de espera por caravanas de apoiadores saídas de São Paulo e do Mato Grosso, Marina Silva e seu vice saíram do camarim para o palco sob aplausos. 

Organizados com camisetas verdes, laranjas e amarelas, militantes se organizaram nas arquibancadas.

O presidente do PV, José Luiz Penna, também compareceu à convenção. Penna, que é ligado ao pré-candidato Geraldo Alckmin (PSDB) foi vencido pelo grupo que defendia o apoio à ex-senadora, e, até sexta (3), não era presença certa no evento. 

Além dos verdes, um pessebista também compareceu à convenção. O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, cujo partido está coligado com Rede e PV na disputa local passou "para dar um abraço na Marina". 

A presidenciável fez ainda gracejo com a aparição de um tucano na entrada do local da convenção. Ela disse que a presença do pássaro foi uma homenagem.

"Os tucanos de verdade sabem quem ainda está comprometido com a social-democracia", afirmou ela, em alfinetada ao PSDB do adversário Geraldo Alckmin.

O primeiro a falar foi o pastor Levi Araújo. "Há esperança para o estado laico, para os que acreditam em separação da Constituição e da Bíblia. Constituição é uma coisa, Bíblia é outra", afirmou. 

Depois, um grupo de mulheres puxou a presidenciável e o vice para o palco para dançar ao som de "Mulher Rendeira". Performances e danças variadas ocorreram na sequência, entre os discursos. 

A coligação foi representada por militantes do PV do Distrito Federal, e uma faixa com os dizeres "Marina Silva + Eduardo Jorge = O Brasil que eu quero" foi colocada embaixo do telão principal. 

CLÁUSULA DE BARREIRA

Neste pleito, a candidata terá outro desafio além de demonstrar viabilidade na corrida presidencial. 
A Rede Sustentabilidade, partido fundado por ela em 2015, passa por sua primeira eleição geral pressionado pela cláusula de barreira aprovada no Congresso em 2017.

​ A Rede aposta na ex-senadora e na coligação tardia com o PV para fazer o número mínimo de votos necessários. 

O partido tem que fazer 1,5% dos votos válidos, distribuídos em ao menos nove estados, ou eleger ao menos um deputado federal em cada um deles para ter acesso aos recursos do fundo partidário e ao tempo de TV. 

Hoje, a Rede tem apenas dois deputados federais e um senador. 

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