Descrição de chapéu Eleições 2018

A cara da campanha não é a do Lula, é a do Haddad, diz Jaques

Senador eleito conversou nesta segunda com o irmão de Ciro Gomes em busca de aliança para o segundo turno

O presidenciável Fernando Haddad (PT) e o senador eleito Jaques Wagner (PT-BA)
O presidenciável Fernando Haddad (PT) e o senador eleito Jaques Wagner (PT-BA) - Ricardo Stuckert - 21.ago.2018
Catia Seabra Marina Dias
São Paulo

Escalado para comandar as articulações políticas do segundo turno em torno de Fernando Haddad (PT), o senador eleito pela Bahia, Jaques Wagner, afirmou que a partir de agora a campanha deve ter a cara do candidato e não a do ex-presidente Lula, seu padrinho político.

“É ele [Haddad] quem comanda a campanha. A cara da campanha não é a do Lula, é a cara dele”, afirmou Jaques após reunião nesta segunda (8) em São Paulo.

“Haddad chegou ao segundo turno como o substituto de Lula, agora o Haddad do segundo turno é o Haddad”, completou.

As declarações de Jaques apontam para a nova estratégia da equipe de Haddad de tentar dar mais autonomia ao candidato para ampliar o arco de alianças e o discurso neste segundo turno.

Como mostrou a Folha, Lula já liberou Haddad das visitas semanais a Curitiba, onde o ex-presidente está preso desde abril.

De estilo conciliador, Jaques chegou a São Paulo e começou as conversas já nesta segunda. Um dos procurados foi o irmão de Ciro Gomes (PDT), Cid Gomes.

Ainda de acordo com o senador eleito, há possibilidade de lideranças de outros partidos, como o PSDB, declarar apoio a Haddad, mas ele não quis revelar nomes.

“Não precisamos conflagrar o país. Vai virar guerra civil? As pessoas estão preocupadas com duas coisas: emprego e segurança”, disse ele.

Na avaliação de Jaques, Haddad deve se dedicar agora aos debates na televisão e aos programas eleitorais que, na sua opinião, têm maior alcance que as agendas públicas. Nesta semana, o candidato deve ficar em São Paulo. 

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