Descrição de chapéu Eleições 2018

Haddad pede coragem e diz que coloca sua vida à disposição do Brasil

Petista se apresenta como líder da oposição em defesa 'do pensamento e das liberdades'

Fernando Haddad (PT) durante pronunciamento após derrota na eleição presidencial
Fernando Haddad (PT) durante pronunciamento após derrota na eleição presidencial - Paulo Whitaker/Reuters
Marina Dias Catia Seabra
São Paulo

No primeiro pronunciamento após o anúncio oficial de sua derrota, Fernando Haddad (PT) pediu “coragem” a seus apoiadores e disse que coloca “sua vida à disposição desse país”, na liderança de uma frente de oposição ao governo Jair Bolsonaro (PSL).

Com cerca de 46 milhões de votos neste domingo (28), ante 58 milhões do capitão reformado, Haddad se apresentou como líder da oposição, disse que “não fugirá à luta” e que vai defender a democracia, os direitos civis, trabalhistas e sociais.

“Eu coloco a minha vida à disposição deste país”, disse Haddad em um hotel na capital paulista. “Não tenham medo, nós estaremos aqui, estaremos de mãos dadas com vocês, nós abraçaremos a causa de vocês. Contem conosco. Coragem. A vida é feita de coragem”, concluiu o petista.

O herdeiro do ex-presidente Lula pediu ainda que os aliados “não aceitem ameaças nem provocações” e, “lembrando o Hino Nacional”, disse que “verás que um professor não foge à luta”: “Nem teme, quem adora a liberdade, a própria morte”.

Haddad não citou nem cumprimentou Bolsonaro pela vitória, e disse que também não ligará para o adversário pelos ataques que sofreu ao longo da campanha. O petista afirmou ainda que “uma parte expressiva do povo brasileiro precisa ser respeitada”.

“Uma parte expressiva do povo brasileiro precisa ser respeitada nesse momento. Diverge da maioria, tem outro projeto de Brasil na cabeça e merece o respeito, declarou.

Segundo ele, é preciso defender o ponto de vista de quem diverge da maioria, mas respeitando a democracia e as instituições. 

Apesar de fazer o aceno a pessoas que, mesmo sem serem do PT ou de partidos aliados, apoiaram sua candidatura, afirmou que é preciso se “reconectar aos mais pobres”, base histórica petista, que migrou para a órbita de Bolsonaro nesta eleição.

“Não vamos deixar esse país para trás, vamos colocá-lo acima de tudo. Vamos defender o nosso ponto de vista respeitando a democracia e as instituições. Mas sem deixar de colocar o nosso ponto de vista, sobretudo o que está em jogo no Brasil a partir de agora”, afirmou Haddad.

O petista disse que é preciso reorganizar o programa da oposição para prepará-lo para a eleição de 2022.

“Reconectando com as bases, com os pobres desse país para retecer um programa de nação que há de sensibilizar mentes e corações. Daqui a 4 anos teremos nova eleição, temos que garantir as instituições”.

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