Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

Bolsonaro anuncia que manterá ministro de Temer na CGU

Wagner de Campos Rosário comanda a pasta da Transparência e Controladoria-Geral da União desde maio de 2017

Talita Fernandes Gustavo Uribe
Brasília

O presidente eleito Jair Bolsonaro anunciou por meio das redes sociais na manhã desta terça-feira (20) que Wagner de Campos Rosário permanecerá como ministro da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União. Bolsonaro anunciou o nome do ministério apenas como CGU, antiga denominação.

Wagner de Campos Rosário CGU
Wagner de Campos Rosário, ministro interino da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), em evento de lançamento do novo portal da transparência do governo federal - 28.jun.2018/Divulgação

A escolha foi anunciada por meio das redes sociais do presidente eleito logo depois de ele ter conversado com Rosário na base aérea em Brasília, ao desembarcar na manhã desta terça-feira (20) na capital federal para atividades do governo de transição.

Rosário assumiu a pasta interinamente em maio de 2017, depois da saída de Torquato Jardim e da recusa de Osmar Serraglio. 

Até agora, o futuro governo manteve apenas Rosário da estrutura de primeiro escalão de Temer. Bolsonaro, contudo, já anunciou que Mansueto Almeida seguirá chefiando o Tesouro Nacional e estuda a permanência de Ivan Monteiro, atual presidente da Petrobras, em seu governo, à frente do Banco do Brasil.

A indicação conta com a simpatia de Temer e com o respaldo do ex-juiz Sergio Moro. Inicialmente, o governo do presidente eleito estudava unificar a CGU à Justiça, pasta que será comandada pelo ex-juiz federal da Lava Jato.

Os planos mudaram após a avaliação de que haveria excesso de atividades nas mãos de Moro e de críticas de que colocar fim ao status de ministério da CGU poderia comprometer o combate à corrupção. A avaliação no Palácio do Planalto é de que Rosário trabalhou em sintonia com a Polícia Federal no rastro da Operação Lava Jato, ganhando apoio junto a integrantes da Força Tarefa. 

Além disso, o ministro é bem visto pela cúpula militar do novo governo por ter se formado capitão e ter passado pela (Aman) Academia Militar das Agulhas Negras, onde também estiveram, além do próprio Bolsonaro, os generais Hamilton Mourão, vice-presidente eleito, e Augusto Heleno, futuro chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional).

O futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, disse que Rosário foi uma escolha de Bolsonaro.
“Uma boa escolha”, afirmou. Ele disse ainda que a possibilidade de fundir a CGU à Justiça era uma opção inicial.

“Era algo em estudo , não tinha nada definido. Foi tomada essa decisão [de separar] e é boa.”

Questionado se teria influenciado na indicação do futuro chefe da CGU, Mouro respondeu que a decisão foi apenas de Bolsonaro. “Muito boa, por sinal”, declarou.

 

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