Descrição de chapéu Governo Bolsonaro

Renan na presidência do Senado não é o que a população espera, diz Flávio Bolsonaro

Senador eleito defendeu diálogo com Renan Calheiros, mas descartou apoio para presidir a Casa

Laís Alegretti
Brasília

O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do futuro presidente, afirmou nesta quarta-feira (28) que não apoiará o nome do senador Renan Calheiros (MDB-AL) para a presidência da Casa.

"O Renan é uma pessoa que está há bastante tempo ali, foi reeleito, então tem que ter o diálogo. Mas certamente para a Presidência da Casa não é o que a população espera", disse. "A gente tem que dar um norte para o Senado que tenha sintonia com o que o brasileiro disse nessas eleições, então certamente nosso apoio não será ao Renan."

O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro
O senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente eleito, Jair Bolsonaro - Filipe Cordon - 25.out.2018/Folhapress

No início do mês, Flávio Bolsonaro havia dito que não descartava a possibilidade de o PSL apoiar nomes do MDB, como o de Renan Calheiros. 

Questionado sobre o tucano Tasso Jereissati (CE), Flávio Bolsonaro disse: "não sei se o PSDB também não passa por um processo de desgaste perante a opinião pública".

O filho de Jair Bolsonaro mencionou como possíveis nomes os dos senadores Davi Alcolumbre (DEM-AP), Lasier Martins (PSD-RS), Esperidião Amin (PP-SC) e Alvaro Dias (Podemos-PR).

"Acho que é importante nesse momento haver as discussões sobre os nomes e, no passo seguinte, uma convergência de forças para evitar que o grupo do Renan tenha sucesso na eleição para a presidência do Senado", completou.

Flávio Bolsonaro disse que não será líder do governo no Senado, mas afirmou que não é um "senador comum" por ser filho do presidente.

"Eu vou acabar sendo um pára-raio das demandas dos senadores e, junto a líder do governo que for escolhido, estarei ali para ajudá-lo a atender as demandas legítimas dos senadores."

Questionado sobre a atuação das Forças Armadas no Rio de Janeiro, o senador eleito disse que a intervenção não deve continuar, mas defendeu a permanência de militares no Estado por um período.

"Defendo que seja mantida, pelo menos provisoriamente, com alguns ajustes inclusive legais para dar mais segurança jurídica para a tropa, a permanência de Forças Armadas em GLO [Garantia da Lei e da Ordem], pelo menos até a data em que a gente conseguir ter a formação de policiais militares que fizeram concurso público no Rio de Janeiro e estão sendo preparados para que esse efetivo seja recomposto", disse.

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