Grupo de Renan aciona Supremo para tentar anular voto aberto no Senado

Ministro Dias Toffoli, que está neste plantão, avaliará o recurso

Brasília

Aliados de Renan Calheiros (MDB-AL) entraram à 0h deste sábado (2) com pedido no STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar reverter a votação desta sexta-feira (1º) em que, por 50 votos a 2, decidiu-se que a eleição para presidente do Senado se dará por voto aberto. O pedido é assinado pelo Solidariedade e pelo MDB.

 

Neste plantão, quem toma as decisões é o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, cuja decisão original era clara a favor do voto secreto. Em janeiro, Toffoli reverteu entendimento anterior, do ministro Marco Aurélio, que determinara que a eleição fosse aberta.

Os aliados de Renan fizeram três pedidos: 1) que o Supremo garanta o voto secreto, previsto no regimento da Casa; 2) que seja anulado o processo de votação submetida ao plenário pelo senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), que resultou em maioria pelo voto aberto; e 3) que seja reconhecido que candidatos à presidência do Senado não podem presidir as reuniões preparatórias, "por absoluta incompatibilidade, sob pena de ser declarado o seu impedimento". O terceiro pedido mira Alcolumbre.

Depois de mais de cinco horas de manobras regimentais, bate-bocas e até o "roubo" da pasta de condução dos trabalhos, a eleição que escolheria o nome que comandará o Senado nos próximos dois anos foi adiada para as 11h deste sábado (2).

O pano de fundo da confusão foi a disputa entre dois grupos pela cadeira: o de Renan, alvo da Lava Jato e presidente do Senado por quatro mandatos, e o do ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni (DEM), que tenta emplacar no cargo o até então inexpressivo Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Thais Bilenky, Reynaldo Turollo Jr. e Daniel Carvalho
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