Marcos Pontes quer centro de inteligência artificial e cibersegurança

Segundo o ministro, local provavelmente será em São Paulo

Raphael Hernandes
São Paulo

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, afirmou nesta terça-feira (26) que quer criar um centro nacional para desenvolver inteligência artificial e cibersegurança.

Pontes disse que o espaço ainda não tem local definido, mas que provavelmente será em São Paulo. “A gente sabe que na USP há uma ideia de desenvolvimento com isso, então já andei conversando sobre a possibilidade de transformá-lo em um centro, ou laboratório, nacional.”

Esse lugar, explicou o ministro, conectaria diversos laboratórios pelo Brasil.

“Já temos desenvolvimentos [na área] em diversos lugares do país, mas como eles não são interligados, não têm uma estratégia única”, disse o ministro.

O ministro faz parte da comitiva brasileira que foi ao Mobile World Congress, principal evento do mundo na área das telecomunicações, em Barcelona.

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Ministro de Ciência e Tecnologia da Espanha, Pedro Duque com o colega brasileiro, Marcos Pontes; ambos foram astronautas - Divulgação/MCTIC

Na segunda (25), ele se encontrou com o ministro de Ciência e Tecnologia espanhol, o também astronauta Pedro Duque. No dia anterior, ele participou de jantar com o rei da Espanha, Filipe VI.

Das iniciativas vistas nos primeiros dois dias de evento, destacou o 5G, que não deve chegar ao Brasil tão cedo.

Segundo o ministro, o leilão dos espectros 5G entre as empresas de telecomunicação está sendo estudado pela Anatel, mas ainda não tem data para acontecer.

Os testes com a tecnologia começaram no Brasil em 2016. Estimativa da GSMA, entidade que congrega as teles, no entanto, prevê que a rede só deve começar a ganhar relevância no país em 2023.

No mundo, os equipamentos que fazem a infraestrutura de 5G no mundo são fornecidos por cinco empresas: as chinesas Huawei e ZTE, pela finlandesa Nokia e pela sueca Ericsson.

O uso de equipamentos vindos do exterior traz um risco de espionagem com as chamadas “backdoors”, espécie de grampos que permitem bisbilhotar os dados que trafegam pelas redes.

A Huawei, por exemplo, tem sido acusada pelo presidente americano Donald Trump de coletar informações para o governo chinês. A empresa nega.

Segundo o ministro Marcos Pontes, o crescimento da área de cibersegurança nacional ajudaria a mitigar esse tipo de risco.

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