NY investigará Facebook sobre dados íntimos coletados por aplicativo

Apps teriam armazenado dados como os ciclos menstruais e o peso corporal

Nova York

Os reguladores de Nova York estão investigando a coleta de dados íntimos de usuários do Facebook, como os ciclos menstruais e o peso corporal, através de aplicativos para smatphones.

O Facebook confirmou que tinha recebido uma carta do Departamento de Serviços Financeiros do estado de Nova York para obter informações sobre a troca de dados.

O regulador, conhecido por tomar medidas enérgicas contra os grandes bancos de dados, exigiu que o Facebook entregasse os nomes de todas as companhias que haviam fornecido informações sobre seus aplicativos nos últimos três anos, segundo apurou a agência de notícias AFP.

Outras solicitações foram enviadas aos desenvolvedores para obter informações sobre seus contratos com o Facebook.

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Logo do Facebook em tela de celular; estado de Nova York vai processar a rede por compartilhar dados íntimos - AFP

Uma reportagem do Wall Street Journal revelou que dados íntimos podiam ser compartilhados com o Facebook através de ao menos 11 aplicativos, utilizando ferramenta criada para ajudar no envio de anúncios, inclusive para os usuários não eram membros do Facebook.

A informação coletada pelos aplicativos incluía dados pessoais sobre o peso corporal, o estado da gravidez, a ovulação e as compras para casa, segundo o jornal.

A rede social afirmou que estava revisando a solicitação.

"É comum que os desenvolvedores compartilhem informações com uma ampla gama de plataformas para publicidade e análise", disse um porta-voz do Facebook.

"Exigimos aos outros desenvolvedores de aplicativos que deixem claro a seus usuários a informação que compartilham conosco e proibimos aos desenvolvedores de aplicativos que nos enviem dados confidenciais. Também tomamos medidas para detectar e eliminar os dados que não devem ser compartilhados conosco".

A investigação de Nova York ocorre em meio a um amplo debate sobre a privacidade on-line. Grupos de interesse testemunharam esta semana em audiências no Capitólio sobre as opções para fortalecer a proteção, após vários escândalos de alto perfil que envolvem o Facebook e outros gigantes da tecnologia.

AFP
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