Compartilhamento de pula-pulas pode ser jogada de marketing

Startup garante que tem planos reais de implementação do negócio

Ricardo Ampudia
São Paulo

As patinetes elétricas e as bicicletas compartilhadas definitivamente já foram agregadas às cidades, mas uma startup sueca quer ir ainda mais longe e criar um sistema de empréstimo de pula-pulas.

A Cangooro pretende espalhar os brinquedos —agora veículos— por cidades como Estocolmo, San Francisco e Londres. 

Os “pogos” virão equipados com GPS e visor de LCD para contar saltos, além de lanterna e campainha. 

O aluguel funcionará no esquema “dockless”: o usuário pode apanhar e largar o equipamento em qualquer lugar e desbloqueá-lo via aplicativo. 

Paga-se US$ 1 (R$ 3,82) para desbloqueá-lo e US$ 0,3 (R$ 11,47) por minuto. O pula-pula não é conhecido por ser um meio de transporte rápido; logo, um pulinho até o metrô mais próximo pode sair caro.

Com a grande exposição na mídia, alguns já começam a desconfiar da empreitada, que pode ser uma grande jogada de marketing.

A criação da startup é da ODD, uma agência de marketing criativo de Malmo, que já anunciou o lançamento de produtos como um chinelo com solado de grama para quem não tem jardim e uma blusa para abraços, com ombreiras infláveis. Tudo para causar burburinho na internet e promover marcas.

A empresa publicou em junho um comunicado à imprensa dizendo que sim, estão falando sério. 

O CEO e fundador da Cangooro, Adam Mikkelsen, disse à rede americana CNN que os pula-pulas chegarão às ruas até o fim do verão na Europa.

Mikkelsen, no entanto, já admitiu à revista Fast Company que os planos são bem menores. A estreia deve contar com cerca de 20 “pogos” na Suécia. 

A empresa não respondeu aos questionamentos da Folha. Ainda restam dois meses de verão europeu para saber se esse é mais um lance publicitário ou só uma ideia ruim.

Tópicos relacionados

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.