Descrição de chapéu Folha Turismo, 50 Destinos

Escolha a Nova York que é mais parecida com o seu momento

Cidade mostra ao viajante que ele também se transforma o tempo todo

Ciclista em Nova York, com Empire State Building ao fundo

Ciclista em Nova York, com Empire State Building ao fundo Ueslei Marcelino /Folhapress

Teté Ribeiro
São Paulo

A cidade que não para de se atualizar —cadê aquele bar que estava aqui na primavera passada?— igual e diferente a cada visita. Para quem vai pela primeira vez a Nova York, é incrível reconhecer os lugares que serviram de cenários para tantos filmes, tantos romances, tantas notícias.

Nas viagens seguintes, o que encanta é que a cidade nos lembra que nós também estamos em constante transformação, e o que não interessava na estação passada ganha destaque entre os amores atuais.

Ver de perto os marcos turísticos nunca foi uma prioridade para mim, que visitei um só em meu primeiro ano lá —as torres gêmeas do World Trade Center.

Estava na cidade também quando elas caíram, e, nos anos seguintes, conhecer a Estátua da Liberdade, o Empire State, o Chrysler Building ficou quase urgente. 

Mas a competição é dura, com o High Line, infinitas exposições, um novo restaurante coreano, um filme que só está passando lá. No fim das contas, ainda me falta ver de perto a Estátua da Liberdade.

Nova York se expandiu. Antes, quem ia à maior cidade americana ficava só em Manhattan. Com a gentrificação do Brooklyn, agora um passeio quase obrigatório, isso mudou. Ir a Nova York e não conhecer o distrito tomado de hipsters e famílias em busca de um lugar mais tranquilo para viver, com novos restaurantes deliciosos e tudo com uma cara mais de local do que de feito para turistas, é imperdoável.

Agora, o mesmo passa a acontecer com o Bronx, distrito que era marcado pela violência no passado e que está começando a ser o endereço de quem procura um aluguel mais barato ou simplesmente um cenário diferente. 

Logo novos restaurantes, novas galerias, novos museus e teatros começam a pipocar. 

Os moradores —são 8 milhões— e os visitantes, que  são quase seis vezes isso— começam a se espalhar e a transformar os bairros fora da ilha em novos destinos. Nem todos viraram atração turística ainda, mas isso é questão de pouco tempo.

Com tanto de tudo, o melhor de Nova York é observar você mesmo e as escolhas que você faz. Cada Nova York se parece com o viajante que a encontra.

Confira o que fazer nos 50 destinos eleitos pelo júri de Turismo:

Teté Ribeiro

É autora de "Minhas Duas Meninas", "Divas Abandonadas" e dois guias de Nova York baseados na série "Sex and the City". Morou em Nova York, Califórnia e Washington entre 2000 e 2010.

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