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06/01/2011 - 09h32

Bonitinho mas ordinário, cupcake vai perder espaço em 2011

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LUIZA FECAROTTA
DE SÃO PAULO

Bigode de chantilly. Farelos no vestido. Guloseima de gordinho. Isso combina com festa de grã-fino?

Cupcakes reinaram, absolutos, em São Paulo em 2010. Dá para entender: são mania em Nova York, cuidadosamente confeitados e colorem as mais impecáveis e atraentes vitrines de quitutes.

Filipe Redondo-18.nov.2009/Folhapress
Mania em Nova York, minibolinhos cupcakes reinaram absolutos em São Paulo durante 2010
Mania em Nova York, minibolinhos cupcakes reinaram absolutos em São Paulo durante 2010

Disse Marcelo Coelho, em sua coluna na Folha outro dia: são "expostos como se fossem anéis ou relógios de pulso numa joalheria". É natural que esses bolinhos fofos tenham causado frisson. Mais: são caros. Bem caros.

Mas, vejam, é uma onda que desde que pintou por aqui me fez pensar no quão passageira seria. Então, no início deste ano, saíram as pesquisas, das mais importantes empresas de "trends" norte-americanas, que listam tendências globais da gastronomia. Uma delas, da Califórnia, crava: cupcakes perderão espaço. "Eu sabia", pensei.

Você já foi a uma festa de gente fina? Pois bem, certamente, o que mais impressionaria, logo na entrada, seria a mesa escultural, no centro da sala de pé-direito alto, coberta pelos mais diversos cupcakes, em pratos de três andares dourados e com toda aquela pompa. Então, mais tarde, depois dos canapés e espumantes, depois até do "Parabéns", convidados em torno daquela produção memorável de quitutes... Atacar!

A festa acabou (ou pelo menos acabou o glamour). As mulheres em seus vestidos de tecido finos, de corpos bem torneados e bronzeados, viram-se para a quina das paredes para degustar o minibolo.

Tamanha vergonha de abocanhar aquele bolinho. Tamanha vergonha de comer em público aquele doce de gordinho, que custa mais calorias do que a dieta permite. Tamanha revolta de se ver mordendo aquela guloseima bonitinha, mas ordinária --meio seca, com confeitos de uma sem-gracice sem-fim-- e não ter o que fazer, senão acabar de comer.

Esqueça. O cupcake é uma moda que chegou para passar. Quem sabe 2011 nos mostre isso.

 

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