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Vídeo mostra ação de assaltantes no Instituto de Botânica em SP
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COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
Câmeras de segurança registraram o momento em que os assaltantes chegaram e, em seguida, renderam funcionários no Instituto de Botânica, na zona sul de São Paulo. Três obras raras foram roubadas na quinta (2). A suspeita é que o crime tenha sido encomendado.
O vídeo ainda mostra os suspeitos saindo com livros de dentro da biblioteca.
Eles chegaram ao local antes das 16h de quinta (2) e renderam os dois seguranças da biblioteca. Três funcionários, um estagiário e dois guardas, que estavam no local no momento do crime, também foram rendidos, amarrados e presos.
Os assaltantes obrigaram uma das funcionárias a abrir o local onde ficavam guardadas as obras raras, fechado por grades. Segundo as testemunhas, eles procuravam por três obras de 15 volumes datadas do final do século 19 e começo do século 20.
A polícia ouviu nesta sexta-feira testemunhas do assalto para fazer o retrato falado dos três suspeitos. O caso foi registrado ontem no 83º DP, mas será investigado pelo do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais). A Polícia Federal também acompanha a investigação.
Foram roubados os livros "Sertum palmarum brasiliensium", de 1903 (dois volumes), "Flora Fluminensis", de 1827 (11 volumes) e "Bambusees", de 1913 (dois volumes). Eles estão entre os mais importantes da botânica brasileira, com registros de espécies e das primeiras expedições feitas no país.
AVISO
O Instituto de Botânica de São Paulo recebeu, em meados de 2011, um ofício da Polícia Federal no Rio de Janeiro informando que uma quadrilha planejava o roubo de obras raras da biblioteca.
Segundo interceptações telefônicas da PF, presos teriam dito que planejavam roubar obras do instituto em São Paulo. Seis publicações teriam sido listadas --três de botânica e três sobre aves. Dessas, apenas uma está entre as roubadas do local ontem.
Vera Bononi, diretora do instituto, disse que, logo após o comunicado, a segurança foi reforçada e grades e câmeras foram instaladas próximas à biblioteca. "Imaginávamos que o roubo pudesse ser à noite", afirma.
A PF do Rio investiga se o roubo tem ligação com a localização de obras do pintor francês Henri Matisse, encontradas dentro de esculturas em janeiro.
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