Ambiente
09/07/2008 - 04h34

Ecologistas dizem que atitude do G8 contra a mudança climática é "patética"

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da Efe, em Toyako (Japão)

A ONG ambientalista WWF qualificou de "patético" o comportamento do G8 (grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia) sobre a mudança climática e o acusou de "fugir de responsabilidades com relação à luta contra o aquecimento global" durante sua cúpula do Japão.

"Para a WWF, é patético que [o G8] continue fugindo de sua responsabilidade histórica", afirmou a organização em comunicado.

Ontem, os países concordaram em reduzir as emissões de CO2 (dióxido de carbono) em 50% até 2050, como forma de controlar a mudança climática. Apesar de ser a primeira vez que os Estados Unidos aceitam cumprir uma meta de redução, organizações ambientalistas classificam o acordo, de longo prazo, como tímido.

O acordo foi fechado durante cúpula do grupo, formado por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Reino Unido, Itália, Japão e Rússia, realizado em Toyako, no Japão.

O G8 quer "considerar e adotar" nesse âmbito "a meta de obter pelo menos 50% de redução das emissões mundiais para 2050, reconhecendo que esse desafio global só pode ser enfrentado por meio de uma resposta global, em particular, pelas contribuições de todas as grandes economias", afirma um comunicado do grupo.

Para a WWF, o "G8 é responsável por 68% do dióxido de carbono acumulado na atmosfera, e por isso é o principal culpado pela mudança climática".

O Greenpeace, outra organização que luta pela defesa do meio ambiente, também criticou a postura do G8 em relação à mudança climática. "É uma falha completa. O G8 não avançou e não quis adotar objetivos claros de redução da emissão de gases a médio prazo", assinalou o Greenpeace.

Segundo o Greenpeace, trata-se de um "passo muito pequeno", após eventos como os relatórios do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas), e a conferência sobre clima da Nações Unidas em Bali, realizada em dezembro do ano passado. Para a organização, trata-se de um acordo estratégico politicamente, já que não afeta a economia.

"Os outros países do G8 estão esperando a transição política dos Estados Unidos para pressionar por uma meta mais forte. Mas eles não podem esperar, temos que continuar agindo e tomando atitudes. A ciência já foi muito clara, dizendo que temos um tempo limitado para reduzir as emissões", afirmou à Folha Online o coordenador da campanha de clima do Greenpeace, Luis Piva.

Na visão da ONG, um compromisso ideal seria que o G8 se comprometesse a cortar as emissões de CO2 em 30% até 2020 e de 80% a 90% até 2050. "Temos que começar a estabilizar e reduzir as emissões até 2015", diz Piva.

Os presidentes do Brasil, México, China, Índia e África do Sul, os membros do G5, pediram aos colegas do G8 que se empenhem em conseguir uma redução maior da emissão de gases poluentes para lutar contra a mudança climática.

O G5 disse que o acordo sobre o clima obtido pelo G8 nesta terça-feira não é suficientemente abrangente nem rápido. "É essencial que os países desenvolvidos assumam a liderança para conseguir reduções ambiciosas dos países emissores de gases de efeito estufa depois de expirado o Protocolo de Kyoto em 2012", afirma o grupo, em nota.

Comentários dos leitores
FABIO ZONZINI (152) 06/11/2009 11h01
FABIO ZONZINI (152) 06/11/2009 11h01
Brasil é terra de ladrão em jogo de tabuleiro sobre comércio mundial .
Ahh eu tinha que postar isso em algum lugar.. nada melhor do que fazê-lo aqui onde se fala do nosso grande líder que dizia lutar com todas as forças contra a corrupção, e que controla o país dos impostos Brasil.;
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tathiane raphanhin (1) 04/11/2009 16h39
tathiane raphanhin (1) 04/11/2009 16h39
bom, os africanos estao certos! deve haver um melhor entendimento sobre datas!!
o mundo so vai para a frente se TODOS OS SERES HUMANAMOS HABITANTES DESTE MUNDO se juntarem e fazerem o possivel e o impossivel para nos salvar!
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Olmir Antonio de Oliveira (37) 03/11/2009 11h32
Olmir Antonio de Oliveira (37) 03/11/2009 11h32
A respeito das emisões de CO2. Creio ser verdadeira a estimativa. Mas falta se fazer muita coisa para se conseguir tal percentual. É fundamental implementar politícas para se adequar os sistemas produtivos, evitando contaminações ao meio ambiente. Certamente isto tudo deve passar pelo caminho da modernização dos sistemas produtivos, exemplifico: a pecuaria poderia adotar instalações modernas, sistemas construtivos que permitam reciclar degetos e emisões. Na agricultura de energia renovavel, cana/etanol, promovendo o fim das queimadas, introdução de modernizações opercionais para todo o ciclo da cana/etanol, mas sem esquecer de valorizar e reciclar o trabalhador. Estimulo para a industria automobilistica em especial para os comerciais, com significativo preço menor para os mais eficiente quanto a redução de poluição e ou consumo de combustivel, algo parecido com redução de impostos, um decimo do valor do veiculo. Para industria incentivos para adoção de sistemas de filtros e ou tratamento das emisões. Incentivo a produção de energia a exemplo das fontes fotovoltaicas e ou eolicas, para ambas o nordeste poderia ter um grande potencial, as residencias poderiam produzir bom percentual do consumo e ou disponibilizar para rede para demais consumidores, o incentivo seria serem remuneradas para tal. Certo é que em paralelo a tais medidas seria possivel novas fontes de receitas ou renda, diversas atividades novas, novos postos de trabalho com qualificação e melhoria de remuneração. sem opinião
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