BBC Brasil
02/07/2009 - 22h45

Leia cronologia de golpes e eventos políticos em Honduras

da BBC Brasil

O golpe de Estado que depôs o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, no último domingo, não é um acontecimento inédito na história do país.

Leia a cronologia de eventos ligados à situação política do país e à atual crise.

1956 - Em outubro de 1956, um golpe militar destituiu o presidente Julio Lozano Díaz. Formou-se uma junta militar composta pelo general Roque J. Rodríguez, pelo coronel Héctor Caraccioli e pelo engenheiro Roberto Gálvez Barnes. A junta governou até 1957.

1963 - Em outubro, o coronel Osvaldo López Arellano chegou ao poder depois de liderar um golpe de Estado, depondo o presidente Ramón Villeda. Durante o governo de López, ocorreu uma guerra entre Honduras e El Salvador por questões migratórias e uma disputa sobre o traçado das fronteiras. López Arellano governou até 1971, com um gabinete militar.

1972 - Depois do breve mandato de Ramón Ernesto Cruz, López Arellano deu um novo golpe de Estado e governou até 1975. Ele deixou o poder após um escândalo de suborno envolvendo uma empresa americana. Neste mesmo ano, assume a Presidência o coronel Juan Alberto Melgar Castro, por decisão do Conselho Superior das Forças Armadas.

1978 - Melgar é derrubado por um golpe militar. Uma junta militar formada por Policarpo Paz García, Domingo Álvarez Cruz e Amílcar Zelaya Rodríguez governa Honduras até 1980. Durante seu mandato, a junta assina um tratado de paz com El Salvador. Policarpo Paz García exerce o cargo de presidente até 1982, depois de ser eleito pelos partidos políticos no Congresso.

1981 - Roberto Suazo Córdova, do Partido Liberal de Honduras, de centro, é eleito presidente pelo voto popular, iniciando o primeiro governo civil em mais de um século. Apesar disso, a enorme influência do Exército na política do país não desaparece.

Dezembro de 2005 - Manuel Zelaya, do Partido Liberal, é declarado vitorioso nas eleições presidenciais.

Abril de 2006 - Entra em vigor um acordo de livre comércio com os Estados Unidos. O Congresso de Honduras havia aprovado o Acordo Centro-Americano de Livre Comércio (Cafta, na sigla em inglês) em março de 2005. Honduras e El Salvador inauguram sua recém-definida fronteira.

Maio de 2007 - O presidente Zelaya ordena que todas as emissoras de rádio e TV exibam propaganda do governo duas horas por dia, durante dez dias, para combater o que diz ser uma campanha de desinformação.

Outubro de 2007 - A Corte Internacional de Justiça de Haia, na Holanda, resolve uma longa disputa territorial entre Honduras e Nicarágua. O presidente Manuel Zelaya visita Cuba, na primeira visita oficial de um mandatário hondurenho à ilha em 46 anos. Os dois países haviam chegado a um acordo sobre seus limites marítimos depois de outra longa disputa.

Agosto de 2008 - Honduras, aliado antigo dos Estados Unidos, une-se à Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba) - uma aliança de líderes esquerdistas latino-americanos chefiada pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, um crítico ferrenho dos Estados Unidos. Zelaya disse que a falta de apoio internacional para combater a pobreza forçou-o a buscar a ajuda da Venezuela.

28 de junho de 2009 - Depois de quase 30 anos de ordem constitucional, um golpe militar derruba o presidente Manuel Zelaya Rosales. Ele é retirado de sua casa e, com escolta militar, é levado ao aeroporto, onde embarca para a Costa Rica. O Congresso indica Roberto Micheletti, que presidia o legislativo, como novo chefe de Estado até 2010 - medida fortemente criticada pela comunidade internacional.

Comentários dos leitores
George Hamilton (26) 27/11/2009 01h33
George Hamilton (26) 27/11/2009 01h33
É melhor que o burrito da silva, o porquito garcia e o ratito amorim, botem seu rabichos entre as pernas, porque nesta eles entraram pelo cano mesmo, vão ficar de cara bem grande Varios Paises alem dos EE.UU. já disseram que vão reconhecer o resultado das eleições.
Vários ex-presidentes da A.S como Chile, Bolivia El Salvador e Nicaragua vão fazer parte dos observadores da eleição, já se tem mais de 250 jornlista lá para acompanhar as eleições, o Parlamento Europeu mandou observadores, são tantos que cansa digitar.
Honduras não precisa dos Bolivarianos incluso ai o Brasil
sem opinião
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Santos Júnior (307) 27/11/2009 00h28
Santos Júnior (307) 27/11/2009 00h28
De um lado o Foro de São Paulo que esbraveja e ameaça não reconhecer as eleições em Honduras porque sofreu uma baixa com a queda do Zé-laya;do outro lado o país mais rico do mundo que reintera reconhecer o resultado destas eleições.Então eu pergunto o que será dos hondurenhos se o foro não reconhecer o pleito rsrs?Já se torna bem óbvio que os hipócritas nada querem com o este povo nem com povo algum, o fato é que com a perda de terreno que vem desde a rasteira no leste europeu, sentem que o ossinho suculento pode não estar tão suculento assim, esta retomada pode custar bem caro, principalmente com a presença MUITO BEM VINDA dos americanos.É neste sentido que as FARCS patrocinam campanhas do PT aqui no Brasil, a Venezuela patrocina os Kirchners lá na Argentina,enfim, o desespero tomou conta dos farsantes rsrs.O cinismo é misterioso, não é de fácil compreensão.Falam em golpe, em ditadura; ditadura em Honduras não pode,ditadura no Brasil também não, mas em Cuba pode rsrs, no Zimbábue ou na Líbia também pode rsrs, no Irã e suas eleições fraudulentas e suas perseguições a opositores, claro também pode rsrs.Lavagem cerebral na Venezuela também pode, mas só lá rsrs.Honduras é o maior exemplo "vivo" de que nem todos compactuam com a patifaria que segue "silenciosa" e que aos poucos vai avançando, mas é preciso ficarem atentos porque tem gente bem próximo de olho rs! 4 opiniões
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As eleições em honduras vão se realizar e não adianta Lula e amorin, chiar. Quase rimou, mas o que não rima é os dois dizerem que o Brasil não vai reconhecer a validade das eleições. Ah, Ah, Ah, tem que rir, porque essa é uma dupla parada dura, que me desculpe o Cleone, da original "Parada Dura", muito boa, por sinal. Com tantos problemas para ser resolvidos no Brasil, do apagão às enchentes, a dengue, a criminalidade, a "buraculosidade" das estradas, etc, etc, vem esses dois puxar ponta contra as eleições em Honduras. Tenham paciência, "largamão" de serem chatos de galocha. Reconhecerem ou não, não vai mudar nada em Honduras, muito pelo contrário, vai mudar sim, o Zelaya da embaixada. Êta gente ignorante, siô! 3 opiniões
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