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Brasil
26/10/2007 - 13h48

PPS defende acordo extrajudicial para retomada de mandatos de infiéis

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O presidente nacional do PPS, Roberto Freire, defendeu nesta sexta-feira que os "infiéis" que trocaram de legenda devolvam seus mandatos para os partidos políticos pelos quais foram eleitos. Mas afirmou que o ideal é que o acordo seja feito diretamente entre o político e a legenda, sem necessariamente apelar à Justiça Eleitoral.

"Não precisa apelar à Justiça. É só pedir para os próprios [políticos que mudaram de legenda]. É só conversar e solicitar [os mandatos de volta]", afirmou Freire.

A executiva nacional do PPS se reúne hoje e amanhã para discutir a resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e a definição do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre fidelidade partidária.

No caso do PPS, há apenas uma situação que se encaixa na resolução do TSE. É o caso do deputado federal Geraldo Resende (MS), que deixou o PPS pelo PMDB. De acordo com Freire, o parlamentar não poderá justificar perseguição nem que houve troca de ideologia da antiga legenda para evitar a perda de mandato. "E, o mais grave é que ele [Geraldo Resende] era presidente do PPS no Mato Grosso do Sul", disse.

Para o presidente do PPS, os critérios estabelecidos pela resolução do TSE significarão um avanço no cenário político nacional. "Considero como sendo um aspecto positivo. O TSE e o STF agiu já que o Congresso abdicou de suas atribuições [ao não votar a reforma política]", afirmou ele.

Ontem à noite, o TSE fixou 16 de outubro de 2007 como a data de início da aplicação da fidelidade partidária para prefeitos, governadores, senadores e presidente da República. Aqueles que mudarem de legenda a partir desta data estarão ameaçados a perder seus mandatos para as siglas.

Já o marco temporal para deputados estaduais, deputados federais e vereadores será 27 de março de 2007. Se os processos forem levados à julgamento, em no máximo 60 dias os "infiéis" terão seus destinos definidos pela Justiça Eleitoral. Caso percam os mandatos, os suplentes ou vice deles assumirão os cargos em 10 dias.

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Comentários dos leitores
Valter Souza (74) 25/11/2009 14h16
Valter Souza (74) 25/11/2009 14h16
O povo de São Paulo vota em pessimos politicos devido a má educação das escolas públicas e vou dizer também privadas deste estado!!! sem opinião
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Quando só existia Arena e MDB, poderíamos atribuir a legenda os votos dos candidatos ou seja, ou situação ou oposição, para depois sim, vir o nome da pessoa escolhida dentro de cada situação. Mais nos dias de hoje em que, existem um número imensurável de siglas partidárias, regimentos internos e ideologias, que ninguém sabe decifrar ou conhecer, as siglas ficam em segundo plano ou seja, o candidato é que faz a sigla e não o inverso. Podemos citar o caso de nosso Presidente, o que é famoso o Presidente Lula ou a sigla PT?. Devlver os cargos é sinal de clareza e onhecimento em discernir sigla de candidato. O MP precisa interpretar melhor esta diferená nos dias de hoje. sem opinião
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Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. 3 opiniões
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