Brasil
26/10/2007 - 11h08

Tião Viana diz que Congresso "falhou" por não votar fidelidade partidária

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), disse nesta sexta-feira que o Congresso Nacional "falhou" em não colocar em votação a fidelidade partidária para os candidatos eleitos --o que obrigou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a fixar nesta quinta-feira a data para a regra entrar em vigor para cargos majoritários. "Foi necessário [o TSE decidir], porque o Congresso não teve condições de legislar sobre essa matéria. Falhou o Congresso Nacional."

Segundo Viana, se houvesse diálogo entre os presidentes dos Três Poderes (Legislativo, Executivo e Judiciário), uma solução conjunta sobre a fidelidade partidária poderia ter sido tomada. "Mais diálogo entre as instituições seria sempre melhor. Se essas prerrogativas são do Parlamento, se tivesse havido diálogo entre o presidente do TSE, do STF [Supremo Tribunal Federal], da Câmara e do Senado para que se pactuasse a boa independência e harmonia dos Poderes, teria sido melhor", avaliou.

Ele disse que, na ausência do Congresso, o TSE "se sentiu na obrigação de adotar uma interpretação definitiva" sobre a fidelidade partidária. Como a decisão do TSE, na prática, não obriga nenhum senador a perder o mandato por trocar de legenda, Viana disse que a mudança serve como alerta para coibir futuros troca-troca partidários.

"Evidente que daqui para frente não poderá um senador tomar uma atitude de mudar de partido sem saber que a responsabilidade seria dada a ele exatamente com a perda do mandato", afirmou.

Mudança

O TSE decidiu nesta quinta-feira que a regra da fidelidade partidária para cargos majoritários --prefeitos, governadores, senadores e presidente da República-- deve ser aplicada a partir de 16 de outubro. Essa é a data do julgamento do Tribunal que estende a fidelidade para os ocupantes desses cargos.

Para os políticos eleitos pelo sistema proporcional --deputados estaduais, deputados federais e vereadores--, a fidelidade é valida desde 27 de março.

Por essa regra, o TSE entende que o mandato pertence ao partido, e não ao eleito. Com isso, os "infiéis" que trocaram de partido após essas datas estão sujeitos à perda de mandato.

No caso da fidelidade para cargos majoritários, o marco temporal fixado pelo TSE livra todos os senadores "infiéis" desse risco porque trocaram de legenda antes de 16 de outubro.

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Comentários dos leitores
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Bruno Cappellano (5) 30/10/2009 21h18
Pode até ser que a medida de Chalita seja incontistucional. Por outro lado, tem plena razão sobre o que diz da política educacional do Serra: a qual defende a formação básica paulista enfraquecida desvalorizando a profissão do professor, para que políticos, como ele e outros, façam o que bem entendam diante de uma população ignorante. sem opinião
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Sr. Ernani, aqui em Santa Catarina as coisas não são muito diferentes dos demais Estados da federação. Achar que o governo que não dá aumento e ser contra o Professor, LHS em 7 anos de governo deu 1% de reajuste ao magistério catarinense. JBMS. sem opinião
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Cassio Tavares (498) 23/10/2009 19h28
Cassio Tavares (498) 23/10/2009 19h28
Se voce é um dos que estão reclamando da educação, cobre aí do governador do seu estado ou do prefeito da sua cidade porque as escolas são estaduais ou municipais. Agora se voce está em São Paulo a cobrança tem que ser grande mesmo porque os alunos das escolas públicas do estado ficaram lá nos últimos lugares nos testes que foram aplicados para os alunos das escolas públicas de todas as unidades da federação 3 opiniões
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