Governo recua e volta a dizer que PAC e programas sociais serão preservados
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
O ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) negou nesta terça-feira que o governo pretende cortar recursos destinados ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e aos programas sociais para readequar o Orçamento de 2008. Segundo ele, o esforço é para evitar 'prejuízos' a essas áreas.
"O que nós não podemos é deixar que a saúde dos mais necessitados sejam prejudicados e os programas sociais interrompidos e outros investimentos essenciais sejam interrompidos", afirmou o ministro. "Mas isso quem vai dizer é a comissão [Mista de Orçamento do Congresso]."
Ontem, entretanto, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), admitiu que esses setores poderiam ser atingidos pelos cortes. "É possível que alguma obra do PAC possa ter algum tipo de corte se não estiver andando de forma normal", disse Jucá.
O presidente da Comissão Mista de Orçamento, senador José Maranhão (PMDB-PB), afirmou ontem que os cortes na proposta orçamentária deverão atingir o PAC, além das emendas parlamentares de bancada e individuais. "Não tem como preservar o PAC. Deve se fazer economia dentro do próprio Orçamento. O PAC tem R$ 80 bilhões previstos para este ano e mais restos a pagar de 2007", disse Maranhão por telefone à Folha Online.
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