Brasil
09/01/2008 - 18h35

Governo suspende negociações sobre reajuste salarial de servidores, diz Jucá

LÍSIA GUSMÃO
Colaboração para a Folha Online, em Brasília

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), disse hoje que as negociações sobre o reajuste dos salários dos funcionários públicos estão suspensas até a aprovação do Orçamento de 2008. No entanto, ele afirmou que o governo vai honrar os compromissos já firmados.

Jucá não soube informar se os militares estão nesta mesma situação ou se o governo vai negociar separadamente o reajuste deles.

O líder se reuniu hoje com o ministro da Defesa, Nelson Jobim. "Se houver compromisso firmado será mantido", disse o líder.

Jucá afirmou ainda que o governo vai negociar separadamente com cada categoria de servidor público. Mas ele já adiantou que discussões em torno das reivindicações sobre revisão dos planos de cargos e salários sejam revisados foram adiadas. "Reajuste salarial não é como corda de carangueijo: tudo junto, tudo amarrado", afirmou.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, já havia dito que os salários dos servidores públicos e dos militares estão congelados até que o "rombo" de R$ 40 bilhões no Orçamento, provocado pela extinção da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), esteja resolvido.

"Nós não temos a menor condição de decidir nenhum aumento de pessoal no momento em que eu tenho um desequilíbrio no Orçamento. Eu preciso primeiro resolver os problemas do Orçamento para depois tratar disso", disse o ministro.

Funcionalismo

A Condsef (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público) ameaça convocar uma plenária logo depois do Carnaval para discutir uma possível paralisação dos servidores públicos. O protesto seria uma resposta ao eventual cancelamento dos reajustes salariais da categoria.

"Nosso reajuste não pode ser cancelado por conta de um motivo que não tem nada a ver com o funcionalismo. Os servidores não têm culpa de nada", disse Sérgio Ronaldo da Silva, diretor da Condsef.

Segundo ele, os servidores devem se reunir com o ministro Paulo Bernardo no dia 23. "Neste dia, esperamos que o ministro mantenha os acordos já fechados. Caso contrário, vamos colocar o bloco na rua. Ou seja, vamos convocar uma plenária para discutir paralisação", afirmou o diretor do Condsef.

Comentários dos leitores
Pra quem começouu a vida em pau de arara,é muito dificil cortar gastos em viagens.O Girimum do Nordeste não ficou 2 semanas seguidas em Brasilia TRABALHANDO nêstes 5 anos de desgovêrno!
TURISTA!!!
sem opinião
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Manuel da Silva (198) 02/06/2008 22h13
Manuel da Silva (198) 02/06/2008 22h13
Aqui tem petistas aloprados que em muito lembram o Chavez da Venezuela, num mix com o outro Chavez aquele do seriado da TV, que a todo instante diz "foi sem querer querendo" igual ao dito pelo Aparecido.

É uma bagunça total esse governo de incompetentes, o Chavez que lembra o da Venezuela é o imperador vermelho que fica lá em Brasília, em seu regime de governo totalitário não admite ser contrariado, embora seja omisso é um ditador gastador, quando o sapato aperta ele sai dizendo por ai que não sabe de nada.

O governo do Chavez omisso brasileiro está cercado de companheiros incompetentes por todos os lados, mas quando a coisa aperta, "sem querer querendo" os companheiros não aguentam e acabam "kaguetando" o nome dos componentes envolvidos em vários escândalos protagonizados pelos próprios.

É uma vergonha, gastador, mas sem gestão, os caras aloprados querem aumentar até o seguro DPVAT, além de querer recriar a CPMF.

Desse jeito nossa carga tributária vai para mais de 50%, sem dó nem piedade, aqui neste país precisamos trabalhar cinco meses por ano só para pagar impostos dos aloprados, e eles querem sempre mais e mais, nunca está bom para eles, vivem como se estivessem no Sultanato do Nepal sem se preocupar em momento algum com a plebe.

Mas isso vai mudar, ah se vai, estamos cansados de tantas vergonhas diárias, CHEGA!

Sds,
Manuel
São Paulo - SP.
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Maria Therezinha (108) 30/04/2008 16h19
Maria Therezinha (108) 30/04/2008 16h19
Àqueles politicos que em suas respectivas posses juraram respeitar a Constituição, se esqueceram do juramento, simplesmente preferiram se vender, e assim o brasileiro tem o bolso cada vez mais pesado pelos impostos criados por eles.
Ao ver o circo diário imagino que se há os que se vendem há os que compram os vendidos, não sei quem é o pior, se o que compra ou o que se vende.
6 opiniões
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