Tarso diz que "rigidez orçamentária" vai pautar negociação com servidores
LÍSIA GUSMÃO
Colaboração para a Folha Online, em Brasília
O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse nesta quinta-feira que o governo não vai abrir mão da "rigidez orçamentária" ao negociar com os servidores públicos federais reajustes salariais em 2008. Diante da necessidade de cortes no Orçamento por causa o impacto provocado pelo fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), o governo, segundo Tarso, não abrirá mão da estabilidade econômica e não está disposto a comprometer as contas.
O governo usará, afirmou Tarso, "diálogo e persuasão" para defender a rigidez orçamentária. "A mobilização das categorias é natural no estado de direito democrático. E o governo já demonstrou em outras oportunidades toda a sua capacidade de negociação, respeito, mas também firmeza na defesa do Orçamento. Até agora não foi feito nenhum acordo lesivo ao interesse público, nenhum acordo que proporcionasse o tratamento desequilibrado de categorias ou comprometesse a viabilidade do Estado brasileiro!", disse o ministro.
Segundo Tarso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia que o momento é de "adaptação das condições financeiras da União ao novo Orçamento".
"Isso tem que ser trabalhado junto com o Congresso Nacional para que os programas sociais e os programas estratégicos do governo não tenham prejuízo", afirmou.
Caixa dois
O ministro procurou minimizar a entrevista concedido por seu ex-colega José Dirceu à revista "Piauí" sobre o suposto uso de caixa dois na compra da sede do PT no Rio Grande do Sul.
Segundo ele, o assunto foi debatido à época com Olívio Dutra, mas não prosperou. "Tudo terminou arquivado pelo Ministério Público e desconsiderado pela Justiça."
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