Brasil
27/02/2008 - 21h34

Fracassa tentativa de apreensão de madeira em Tailândia

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FÁBIO GUIBU
da Agência Folha, em Tailândia
MATHEUS PICHONELLI
da Agência Folha

Após enfrentar problemas com a falta de fiscais para inspecionar estoques das madeireiras, as forças federais da Operação Arco de Fogo, de combate ao desmatamento na Amazônia, participaram hoje, em Tailândia (218 km de Belém), de uma ação que terminou praticamente sem resultados.

Soldados da Força Nacional de Segurança, policiais federais e fiscais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) entraram na mata em busca de um carregamento de madeira ilegal feito por balsa, mas nada encontraram.

O comboio, formado por 13 carros, passou cerca de duas horas envolvido na operação. Viajou cinco quilômetros no asfalto e enfrentou, depois, um trecho de 16 quilômetros de estrada de terra e lama até às margens do rio Moju. Em vão.

O grupo permaneceu 45 minutos parado no local, mas a embarcação que esperavam encontrar não estava lá. O helicóptero da PF, que podia ter sobrevoado antes a área, só apareceu após a chegada de policiais.

Por meio de um alto-falante instalado em um dos carros, o comboio foi avisado para dar meia-volta e retornar à rodovia PA-150. A cerca de três quilômetros da área urbana de Tailândia, as forças federais entraram em uma das madeireiras instaladas às margens da pista.

O Ibama deve informar apenas amanhã se havia irregularidade no local. Segundo o órgão, há apenas indícios de irregularidades nas duas únicas empresas vistoriadas em dois dias.

Para o superintendente do Ibama no Estado, Aníbal Picanço, a tendência é que o trabalho seja mais bem distribuído e agilizado ao longo dos dias.

Em outra frente de fiscalização, a Sema (Secretaria Estadual do Meio Ambiente) continuou o trabalho de retirada da madeira ilegal apreendida pelo Pará na semana passada.

Em uma das sete empresas autuadas, os fiscais suspeitam que parte dos 5.000 metros cúbicos de toras apreendidas foi removida do local sem autorização. As medições de conferência ainda não terminaram.

Nessa primeira fase da operação, 300 agentes federais vistoriam armazenamento e comércio de madeira. O Ibama avalia a documentação das empresas e apreende madeira sem origem comprovada e os agentes da PF indiciam os possíveis responsáveis pelos crimes.

Em uma segunda etapa da ação, que deve mobilizar até mil servidores federais, 11 bases operacionais serão instaladas na floresta amazônica.

Comentários dos leitores
Rodrigo Vieira de Morais (174) 23/10/2009 15h33
Rodrigo Vieira de Morais (174) 23/10/2009 15h33
Gente, teremos que resolver os problemas ambientais, agora ou depois.
Existem diversas areas desmatadas que agora estão com pastagem degradada.
Grande parte dos ruralistas querem mesmo é vender madeira e lucrar muito. Depois vendem a terra aos pequenos produtores rurais (isto aconteceu e acontece em todo o Brasil).
Outra coisa, se o solo da amazonia não mudou, quando desmatarem aquilo-lá, vai tudo virar deserto.
O solo dos EUA e EUROPA é diferente daqui, possui quantidade de argila diferente e capacidade de armazenamento de água diferente, não dá para comparar.
Decisão técnica e não política.
Muitas ONGs são honestas mais que os políticos de plantão.
sem opinião
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Os Estados Unidos criam centenas de ONGs no Brasil que são financiadas em partes por eles, para proteger o meio ambiente. Será?..... Será mesmo que se preocupam tanto com o meio ambiente, ou a concorrência do Brasil no agronegócio esta incomodando. 10 opiniões
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karla sarti (4) 19/10/2009 11h39
karla sarti (4) 19/10/2009 11h39
Temos terras super produtivas, de fazer inveja aos países mais ricos. Aí vem essas ONGs que os americanos mandam e financiam para o Brasil, para ficarem fazendo propaganda do meio ambiente, dizendo que devemos preservar a Amazônia, é tudo mentira, o que eles querem mesmo é desviar a atenção dos verdadeiros poluidores internacionais e com isso manter o Brasil no atraso e evitar a concorrência no agronegocio.
Eu ainda acho que num futuro breve o Brasil será o celeiro do mundo.
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