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Brasil
05/03/2008 - 12h11

Sem-terra bloqueiam rodovias em protesto contra violência no RS

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da Folha Online

Sem-terra bloqueiam nesta quarta-feira oito rodovias do Rio Grande do Sul em protesto, segundo o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), contra a suposta violência cometida durante o despejo de 900 trabalhadoras rurais da fazenda Tarumã, em Rosário do Sul, de área da empresa Stora Enso.

O MST informou que cerca de 50 camponesas foram feridas por balas de borrachas e estilhaços de bombas, além de sofrerem agressões físicas pela Brigada Militar, sob ordens da governadora Yeda Crusius (PSDB) e dos comandantes Binsel e Paulo Mendes.

De acordo com o movimento, duas agricultoras estão detidas desde as 17h de ontem sem alimentação, e as 250 crianças que estavam com suas mães ficaram sem comer até a meia-noite.

As mobilizações das mulheres da Via Campesina prosseguem hoje em Porto Alegre, onde 250 trabalhadoras rurais montam um acampamento, e em Encruzilhada do Sul, onde estão reunidas 600 mulheres em um outro acampamento.

A reportagem ainda não conseguiu entrar em contato com a assessoria da governadora para comentar as acusações.

O subcomandante da Brigada Militar no Rio Grande do Sul, coronel Paulo Mendes, que coordenou a operação, confirmou que foram usadas bombas de efeito moral e balas de borracha. Cães e cavalos também foram utilizados na operação que contou com 50 policiais.

A fazenda Tarumã é utilizada pela Stora Enso há dois anos para o cultivo de eucaliptos. A área fica a 80 km da fronteira com o Uruguai, o que a inclui nas exigências da lei de faixas de fronteira. Essa legislação exige aprovação prévia do Conselho de Defesa Nacional para a compra de terras por estrangeiros em qualquer área que fique na faixa de 150 km da fronteira.

No total, a empresa adquiriu 46 mil hectares no Estado. Os trabalhadores rurais querem que essas áreas sejam destinadas à reforma agrária. Também acusam a empresa de criar uma empresa laranja como forma de regularizar a terra fronteiriça.

Com Agência Folha

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (45) 03/12/2009 10h30
Alziro Ribeiro da Silva (45) 03/12/2009 10h30
O Brasil precisa de reforma agrária, só que enquanto tiver interesses politicos no meio será dificil ir adiante, onde há interesses politicos tudo é abortados ao interesses do nosso POVÃO.!!! sem opinião
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José Alberto (221) 02/12/2009 20h58
José Alberto (221) 02/12/2009 20h58
Acredito que os indigenas brasileiros tem todo o direito de ir contra a construção de hidroeletricas em seus rios e acabar com a biodiversidade, a minha censura é ver quantos movimentos estão por tras dessa atitude corajosa de nossa india que poucos tem ou terão, agora essas ongs, sindicatos e pastorais tiram de letra se aproveitando disso e colocando a frente uma indigena, por será que eles não apareceram e só ficam de longe esperando resultados....... o covardia.... sem opinião
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J. R. (1184) 28/11/2009 09h55
J. R. (1184) 28/11/2009 09h55
Só uma nação de ignorantes não entende a necessidade de se fazer reforma agrária. Todas as nações do 1o. Mundo fazem reforma agrária, a mais recente foi Portugal. Chega de ignorância, desconhecimento e mau uso da terra nacional! 13 opiniões
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