Brasil
07/05/2008 - 12h15

Indígenas decidem deixar fazenda em RR até decisão do STF sobre demarcação de terra

da Folha Online

O índio macuxi Dionito Souza, coordenador do CIR (Conselho Indígena de Roraima), afirmou nesta quarta-feira à Folha Online que os cerca de 100 índios que ocupam a fazenda Depósito, na reserva Raposa/Serra do Sol, decidiram deixar o local até que o STF (Supremo Tribunal Federal) julgue as ações sobre a demarcação de terra da reserva.

Os índios, segundo o CIR, teriam decidido deixar a fazenda após reunião com representantes do Ministério da Justiça. A reserva Raposa/Serra do Sol é alvo de disputa entre índios e agricultores que cultivam arroz na região.

Ontem, o presidente do Supremo, Gilmar Mendes, disse que vai dar prioridade ao julgamento das ações que se referem à reserva indígena Raposa/Serra do Sol. Segundo ele, o julgamento deve ocorrer, no máximo, até junho.

Cerca de 200 policiais e homens da Força Nacional de Segurança reforçam a segurança no local após o conflito ocorrido anteontem entre funcionários e índios dentro da fazenda Depósito.

Os indígenas foram atacados enquanto trabalhavam na construção de barracos. O confronto, segundo o CIR, deixou 12 indígenas feridos.

Ontem, a Polícia Federal prendeu o arrozeiro e prefeito de Pacaraima (RR), Paulo César Quartiero (DEM), seu filho, Renato Quartiero, e dez funcionários da fazenda, que pertence ao prefeito.

Apreensão de armas

Para evitar novos conflitos na região, a SGCT (Secretaria-Geral de Contencioso) da AGU (Advocacia Geral da União) protocolou ontem no STF um pedido de busca e apreensão de armas, munições e explosivos dentro da reserva.

O pedido foi encaminhado ao ministro Carlos Ayres Britto, relator da ação cautelar movida pelo Estado de Roraima contra a demarcação.

A AGU pediu a expedição de mandado de busca e apreensão e o apoio da Polícia Federal e da Força Nacional de Segurança Pública na operação com a possibilidade de entrar nas fazendas e residências de não-índios.

Comentários dos leitores
Adei Louzada de Moura (12) 18/08/2008 23h37
Adei Louzada de Moura (12) 18/08/2008 23h37
Parabéns ao general-de-brigada Luiz Eduardo Rocha Paiva por ter citado os quatro principais interessados (EUA, Inglaterra, França e Holanda) na institucionalização e manutenção, como exclusivamente reserva indígena, da grande área de 1,7 milhão de hectares, destinada que seria, no plano formal, para apenas cerca de 18.000 indígenas. Como estes, compostos por diferentes grupos ou tribos, não teriam evidentemente condições de ocupar e desfrutar de toda essa terra, não dá para conceber que a idéia da área contínua resulte de preocupação com sua cultura e qualidade de vida. Os brasileiros, não sejamos ingênuos, nem cúmplices de interesses forâneos! Vamos zelar pela nossa integridade territorial e povoar todas as fronteiras, desenvolvendo, com critérios ambientais, atividades auto-sustentáveis. Rechacemos o artificialismo mal intencionado de chamar tribo de nação. É também desejável que hajam condições que favoreçam aos indígenas integração à vida nacional, através da educação e do trabalho remunerado, inclusive, no caso de Roraima, na lavoura de arroz. Por que não? sem opinião
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Alcides Emanuelli (232) 15/08/2008 22h46
Alcides Emanuelli (232) 15/08/2008 22h46
Não importam as diferenças quando necessitamos do apoio uns dos outros.
A vida não é medida pelo numero de respirações que damos, mas sim pelos momentos que nos fazem prender a respiração.
todos podemos aprender uma lição, encergar alem das diferenças um do outroe encontrar a maneira de trabalharmos juntos os caminhos a serem trilhados.
Ame sem medida e com fraternidade e solidariedade.
Muitas coisas na vida não conseguimos entender e explicar como acontecem.
Muitas coisas na vida deveriamos ser obrigados a participar e não só a presenciar.
Para se conseguir o que buscamos: liberdade, honestidade, ética, fraternidade, só conseguiremos através da lute.
Só a luta vai nos dar esses Direitos.
A vida é assim é uma busca continua do bem, mas são homens que fazem parte do sistema assim não tem outro forma outro geito de conseguirmos o amor a não ser atráves da luta.
Lutar, com algemas nas mãos, lutar com pés amarrados, lutar com as nossas casas invadidas todos os dias, lutar sem nossas vozes e nossas idéais sufocadas.
Lutar sim! sempre haverá um pingo de esperança, e como fazia o beija flor que tentava apagar o incendio na floresta com as gotas que carregava em seu bico.
sem opinião
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Alcides Emanuelli (232) 15/08/2008 22h44
Alcides Emanuelli (232) 15/08/2008 22h44
Não importam as diferenças quando necessitamos do apoio uns dos outros.
A vida não é medida pelo numero de respirações que damos, mas sim pelos momentos que nos fazem prender a respiração.
todos podemos aprender uma lição, encergar alem das diferenças um do outroe encontrar a maneira de trabalharmos juntos os caminhos a serem trilhados.
Ame sem medida e com fraternidade e solidariedade.
Muitas coisas na vida não conseguimos entender e explicar como acontecem.
Muitas coisas na vida deveriamos ser obrigados a participar e não só a presenciar.
Para se conseguir o que buscamos: liberdade, honestidade, ética, fraternidade, só conseguiremos através da lute.
Só a luta vai nos dar esses Direitos.
A vida é assim é uma busca continua do bem, mas são homens que fazem parte do sistema assim não tem outro forma outro geito de conseguirmos o amor a não ser atráves da luta.
Lutar, com algemas nas mãos, lutar com pés amarrados, lutar com as nossas casas invadidas todos os dias, lutar sem nossas vozes e nossas idéais sufocadas.
Lutar sim! sempre haverá um pingo de esperança, e como fazia o beija flor que tentava apagar o incendio na floresta com as gotas que carregava em seu bico.
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