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Brasil
13/05/2008 - 15h37

Tarso diz que denúncia da Operação Navalha não comprova nada

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O ministro Tarso Genro (Justiça) afirmou nesta terça-feira que a decisão do Ministério Público Federal de oferecer denúncia ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra 61 acusados de envolvimento com a máfia das obras não comprova nada.

Segundo Tarso, o ex-ministro Silas Rondeau (Minas e Energia), os governadores Teotônio Vilela (PSDB-AL) e Jackson Lago (PDT-MA), e os ex-governadores João Alves Filho (DEM-SE) e José Reynaldo Tavares (PSB-MA) terão oportunidade para se defenderem.

"[Oferecer denúncia] não comprova nada. A denúncia é a instalação do processo penal. Agora o ministro vai se defender e todos eles vão ter oportunidade de demonstrar sua inocência", afirmou.

Para o ministro, a iniciativa do Ministério Público foi "correta" e "normal". "É normal, é o andamento devido do processo legal, demonstra, inclusive, que o trabalho da Polícia Federal é um trabalho tecnicamente correto. Cabe ao Ministério Público conduzir a prova no sentido da condenação ou absolvição dos envolvidos", afirmou.

O Ministério Público Federal ofereceu denúncia ao STJ os 61 acusados de envolvimento com a máfia das obras, desbaratada na Operação Navalha, em 2007, pela Polícia Federal.

Os acusados foram denunciados pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, fraudes em licitações e crimes contra o sistema financeiro.

Pelas investigações, o esquema atuava no Distrito Federal e em nove Estados --Alagoas, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Sergipe, Pernambuco, Piauí, Maranhão e São Paulo-- com desdobramentos nas esferas federal, estadual e municipal.

De acordo com a Polícia Federal, a quadrilha desviou recursos do Ministério de Minas e Energia, da Integração Nacional, das Cidades, do Planejamento, e do Dnit (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes).

Para obter vantagens em licitações para obras públicas, a empresa Gautama pagava propina e dava presentes para as autoridades envolvidas. O dono da empresa, Zuleido Veras, também denunciado pelo Ministério Público, é apontado como o responsável por liderar o esquema de pagamento de propinas para autoridades públicas.

Comentários dos leitores
Nelson Vaughan (102) 12/11/2009 18h22
Nelson Vaughan (102) 12/11/2009 18h22
Acertou o STJ ao suspender os mandados de busca e apreensão, vez que, como se sabe, tais empreiteiras mandam no Brasil e ninguém tem peito de ir fundo nas acusações de corrupção. Então, para que perder tempo se no fim as investigações vão acabar em absolutamente NADA! Vamos economizar tempo e dinheiro, não é mesmo TSJ? sem opinião
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Rui Ruz Caputi Caputi (1757) 04/11/2009 23h56
Rui Ruz Caputi Caputi (1757) 04/11/2009 23h56
É inequívoco que toda licitacao no Brasil
esteja absolutamente viciada
sem opinião
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Igor Bevilaqua (713) 04/11/2009 19h44
Igor Bevilaqua (713) 04/11/2009 19h44
Se realmente essa quadrilha desviou(roubou) R$ 20.000.000,00..., é perca de tempo a polícia prendê-los..., a "JUSTIÇA" na mesma hora vai mandar soltar a todos..., nesse país, quem rouba muito não fica preso. sem opinião
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