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Brasil
21/08/2008 - 18h20

Lewandowski diz que cota para parentes deve ser contestada no STF

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF (Supremo Tribunal Federal), sinalizou nesta quinta-feira que a idéia de criar cotas para parentes --articulada no Congresso-- deverá ser contestada na Suprema Corte. Segundo ele, a Constituição e o texto da súmula, aprovado hoje, são claros na proibição na contratação de familiares.

"Certamente uma lei desta natureza, e não quero me antecipar a isso, poderá ser testada perante o STF e confrontada com esses princípios, que são exatamente o da moralidade, da impessoalidade e da eficiência. São princípios basilares da administração pública", afirmou o ministro.

Tratando do assunto em tese, Lewandowski disse que a Constituição já trata da proibição de nepotismo e que a súmula vinculante, aprovada hoje pelo STF, referendou a determinação.

"Uma cota [para parentes]. Essa lei teria de ser confrontada com o artigo 37, caput, da Constituição", disse o ministro.

A idéia de criar uma conta para parentes surgiu ontem, depois que a Suprema Corte aprovou a ampliação da proibição à contratação de parentes para os três Poderes em todo país.

"O Supremo não inovou absolutamente em nada simplesmente reafirmou aquilo que se contém na Constituição. Pela Constituição, o nepotismo está vedado", disse o ministro.

Mas Lewandowski disse que cada Poder terá liberdade para tomar as providências que julgar convenientes. "Cada poder tomará as providências que julgar convenientes e necessárias e certamente no caso de uma transgressão a esta norma constitucional o Ministério Público terá a ação correspondente para impedir essa prática", disse ele.

O ministro reconheceu que a decisão do fim do nepotismo deverá provocar recursos ao STF. "O Supremo poderá receber uma ou outra reclamação em determinados casos, mas a tarefa principal em primeiro lugar é da sociedade, que deverá fiscalizar o poder público, isso é o ideal numa democracia, e o Ministério Público, que tem os instrumentos necessários para coibir essa prática", disse ele.

Comentários dos leitores
Alziro Ribeiro da Silva (23) 26/10/2009 10h17
Alziro Ribeiro da Silva (23) 26/10/2009 10h17
Se esta conversa grampiada tiver estes termos parece mais é conversa de bandidos, o que pode esperar de quem conversa assim em codigo, o pior é que não acontece nada, fica tuda na boa. sem opinião
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Maria do Rosario Freitas (106) 01/10/2009 09h00
Maria do Rosario Freitas (106) 01/10/2009 09h00
Agora parece que alguém pretende por ordem no pedaço! Tudo é normal quando todos assumem o que faz, porém certos partidos politicos por ai acham que precisam o tempo todo esconder seus podres e mostrar o dos outros! Ai o País vira casa da Mãe Joana. Uma fofoca atrás da outro e projeto politicos para a sociedade não aprecem nunca. Tem governador que pratica todo tipo de opressão e repressão e a midia nada divulga, para este tipo de governante a Constituição virou papel de banheiro, mas os jornais nada publica não é mesmo. Os jornalista estão precisando fazer seu trabalho em Minas Gerais ou será que é crime omitir informações só sobre alguns politicos por ai? Se mexerem na caixa preta da Educação Mineira... sem opinião
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Waldemar Schisbelgs (15) 30/09/2009 20h37
Waldemar Schisbelgs (15) 30/09/2009 20h37
Dizem que não existe crime perfeito!!! Quem matou P.C. Farias e Ana Marcolino? Quem matou Daniel Dantas? Quem matou JK? Quem matou Castelo Branco? Tancredo Neves teve mesmo diverticuliti? E o Ulisses Guimarães, porque só ele ficou preso pelo cinto de segurança no helicóptero. Alguns destes homens, poderiam ter mudado alguma coisa neste país, mas outros homens não tiveram interesse nestas mudanças, daí...... sem opinião
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