Dinheiro
17/06/2009 - 08h29

Varejo já tem falta de eletrodomésticos

Publicidade

AGNALDO BRITO
da Folha de S.Paulo
NATÁLIA PAIVA
PAULO DE ARAÚJO
colaboração para a Folha de S.Paulo

Com o aquecimento na demanda por produtos da chamada linha branca (geladeira, fogões, máquinas de lavar, entre outros) por conta da redução do IPI, em meados de abril, algumas redes varejistas já se queixam de falta de itens.

"Está difícil [manter o estoque]. Começaram a faltar geladeira e principalmente máquina de lavar nessas últimas semanas. A indústria está aumentando sua produção, mas a gente não tem negociação de preço", disse Luiza Trajano, presidente da Magazine Luiza.

Segundo ela, o corte no IPI representou aumento nas vendas entre 20% e 25% na rede.

Leia a cobertura completa da crise nos EUA
Entenda a evolução da crise que atinge a economia dos EUA
Entenda como a crise financeira global afeta o Brasil

Também o Wal-Mart, terceira maior rede varejista, admite ter percebido maior dificuldade em receber os produtos após um crescimento de 30% nas vendas com a concessão do benefício. Mas ressalta, em nota, que tem conseguido atender a demanda dos clientes.

"O que houve foi um superaquecimento na demanda em prazo muito curto, o que não era esperado", disse Marcel Solimeo, economista-chefe da ACSP (Associação Comercial de São Paulo). Para ele, a situação se normalizará em breve.

Problemas com estoques se estendem para outras redes, como a Lojas Cem e a Lojas Colombo, que também afirmaram que enfrentam falta de alguns produtos como lavadoras e refrigeradores.

Segundo o presidente da Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos), Lourival Kiçula, porém, não há um desabastecimento mais generalizado. "Pode faltar um ou outro item em algumas lojas, mas a indústria está trabalhando para atender a demanda."

Ele afirmou que os fabricantes voltaram a contratar, e a produção aumentou 20% em maio em relação ao mesmo mês do ano passado.

"Esperamos que o benefício [da redução do IPI] possa ser estendido", afirmou.

Construção

Também beneficiados pela redução do IPI, a indústria e o varejo de material de construção pedirão hoje ao governo, durante a reunião do GAC (Grupo de Acompanhamento da Crise), a prorrogação do incentivo. Segundo Cláudio Conz, integrante do GAC e presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção), o setor começa a receber neste momento os primeiros pedidos relacionados ao programa Minha Casa, Minha Vida, projeto de estímulo à construção de habitações populares. O governo prevê a construção de até 1 milhão de moradias.

"Não faz sentido, justamente agora, os incentivos serem suspensos. Creio que isso será considerado e haverá a prorrogação", afirma Conz.

De acordo com ele, as vendas se recuperaram 15% em maio, em parte por causa das medidas de desoneração.

Para o presidente do sindicato do comércio varejista de material de construção da Grande São Paulo, Reinaldo Pedro Correa, não "houve crescimento [da demanda] acima de expectativas". Mas, para ele, a manutenção do IPI reduzido é fundamental para assegurar o atual patamar de venda.

Comentários dos leitores
celso assis (71) 28/11/2009 15h24
celso assis (71) 28/11/2009 15h24
PERGUNTAR NÃO OFENDE: O DUBAI É HOJE O QUE OS EUA FORAM ONTEM E O QUE O BRASIL SERÁ AMANHÃ?
É O QUE DA O CRESCIMENTO BASEADO EM FINANCIAMENTOS AO CONSUMO (AINDA PARA A PRODUÇÃO DÁ PARA ENTENDER)
sem opinião
avalie fechar
Olmir Antonio de Oliveira (63) 28/11/2009 15h16
Olmir Antonio de Oliveira (63) 28/11/2009 15h16
Boa iniciativa para ativar o comércio, pena que muitos itens de eletroeletrônicos e até outros bens duraveis, "automoveis, motos"possuem um custo alto para o consumidor brasileiro, que tem poder aquisitivo pequeno, por diversas razões, salários cheios de custos e encargos (cheio de vales, e o trabalhador cada vez mais dependentes deles.....), impostos de toda ordem e sorte, e quem nem sempre são bem aplicados no bem comum, muitos casos servindo de benefício e até "farra" de politicos, e indo até a má utilização e projetos não bem elaborados e ou de real útlidade. Os produtores também sofrem penalizações diversas, altas taxas juros, e ou pouco crédito, impostos em números de dezenas, burocracia, infraextrutura que precisa ser melhorada, estradas construidas com recursos de impostos e agora pedagiadas, não se vê unidades destas construidas especialmente para tal fim, como alternativa e não com fim unico. è de se considerar que ainda existem empresarios de boa fé e ou por oportunismo ainda penalizam o consumidor brasileiro, praticando preços vultosos. No atual cenário é muito valido que o frabricante sugira um preço final para o consumidor (exemplifico os sugeridos por determindos fabricantes de bebidas, águas e ou até de renomados fabricantes de eletrônicos), (a exemplo do revendedor de bebida, que posui margem que supera os valores de fabrico e lógistica....e só desprender de recursos após o repasse ao consumidor)........ sem opinião
avalie fechar
Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h52
Henrique Silva (187) 28/11/2009 00h52
FHC: foi um diplomata pacífico, mas fazia viagens internacionais para fazer visitas oficiais sem aumento de laços econômicos nem melhorou a imagem do país
LULA: é um diplomata pacífico, mas fez inúmeros acordos econômicos internacionais que permitiu ao Brasil aumentar as exportações e projetou o país como uma voz importante para discutir questões relevantes. Hoje o Brasil é um país respeitado internacionalmente e visto realmente como um país de grande potencial e liderança.
FHC: reservas internacionais: 18 Bilhões de dólares
LULA: reservas internacionais :235 bilhões de dólares
FHC: baseado arrocho salarial, estado mínimo, aumento de desigualdade social, aumento da dívida externa e desemprego quebrou o país 3 vezes em 8 anos e manteve a atividade econômica baixa e teve média de crescimento de 2,2% do PIB.
LULA: baseado na recuperação salarial, estado forte, diminuição da desigualdade social e aumento do emprego mantêm a atividade econômica nacional aquecida e mantêm crescimento econômico médio de 4,2%.
AINDA TEM GENTE QUE DIZ QUE A POLÍTICA ECONÔMICA É A MESMA... É PRA RIR?
1 opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2403)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca