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24/09/2009 - 09h22

Lula afirma não dever explicações a "golpistas" de Honduras

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JANAINA LAGE
da Folha de S.Paulo, em Nova York

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem em Nova York que o governo brasileiro apoia a permanência por tempo indefinido do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa. Lula disse que não cumprirá as exigências feitas pelo governo de fato de Honduras de dar asilo formal a Zelaya no Brasil ou então entregá-lo à Justiça hondurenha porque não reconhece um "governo golpista".

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Lula diz que o mundo quer restituição de Zelaya
Zelaya acusa governo interino de planejar matá-lo

Mike Segar/Reuters
O presidente Lula fala à Assembleia Geral da ONU; ele pediu a volta de Zelaya ao poder
O presidente Lula fala à Assembleia Geral da ONU; ele pediu a volta de Zelaya ao poder

Segundo o chanceler Celso Amorim, a situação de Zelaya será discutida em reunião extraordinária do Conselho de Segurança da ONU amanhã -hoje, o organismo também se reúne, mas para debater a proliferação nuclear. O Brasil solicitou a reunião anteontem, depois que a embaixada brasileira teve o fornecimento de água e luz cortado --ontem, ele foi restabelecido-- e bombas de gás lacrimogêneo foram atiradas nas imediações.

Questionado sobre até quando o Brasil poderia sustentar a permanência de Zelaya na embaixada, Lula evitou comentar prazos, mas disse que ele é um presidente legítimo e que o governo brasileiro quer garantias de sua segurança.

"Nós não precisamos gastar meia palavra para falar do que aconteceu em Honduras. O presidente eleito foi retirado de sua casa de madrugada à força. Esse presidente resolveu voltar ao seu país. Nós queremos que ele fique com garantias lá e queremos que os golpistas não façam nada com a embaixada brasileira. Isso faz parte de convenções internacionais."

Lula chegou a dizer que a nomenclatura "governo de fato" não se adequa ao governo de Roberto Micheletti. "Vocês estão sofisticando o golpismo." Durante jantar de encerramento da reunião do clima anteontem, Lula combinou de conversar sobre a situação de Honduras com o presidente dos EUA, Barack Obama, na reunião do G20, que começa hoje em Pittsburgh.

Lula reiterou que a comunidade internacional não pode deixar que o caso de Honduras abra um precedente para outros golpes na América Central. Segundo ele, a direita não estava acostumada a perder eleições e, caso não sejam tomadas providências para resolver a situação em Honduras, isso poderia estimular que vizinhos seguissem o mesmo caminho.

Mais cedo, em discurso na abertura da 64ª Assembleia Geral da ONU, ele já havia afirmado que a comunidade internacional repudia o golpe e quer a restituição de Zelaya ao poder.

Lula disse ontem que, caso o governo golpista insista em conduzir eleições em novembro, o resultado não será respeitado pela comunidade internacional. Afirmou ainda que Zelaya já cedeu muito nas negociações e que os golpistas parecem se sentir inatingíveis. Questionado se Zelaya poderia usar a embaixada brasileira como palanque para manifestações políticas, Lula disse que a presença dele no país pode levar os golpistas a iniciar um processo de negociação. "Não sei se ele está convocando comício. Obviamente não está lá escondido embaixo da cama."

No Brasil, o presidente em exercício José Alencar pediu, porém, que Zelaya se contivesse. "É preciso que haja respeito pela situação e que ele não faça da embaixada uma base política, eleitoral, ou coisa que o valha. Ele está lá na condição de abrigado, não é exilado."

Suspensão

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, divulgou nota em que diz que a organização decidiu suspender temporariamente a assistência técnica da organização ao Supremo Tribunal Eleitoral de Honduras. Ele disse não acreditar que existam hoje condições no país para a realização de eleições consideradas válidas.

O secretário fez um apelo para que os direitos humanos sejam respeitados no país e que a inviolabilidade da missão diplomática do Brasil em Tegucigalpa seja preservada.

Colaborou ANA FLOR , da Reportagem Local

Comentários dos leitores
Luciano Filgueiras (94) 02/02/2010 17h52
Luciano Filgueiras (94) 02/02/2010 17h52
Sobre o comentário do nosso estimado Diplomata, dizendo ele, que o nosso país inspira o desarmamento mundial; apenas brinco: "Nosso Amorim é um gozador!... sem opinião
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sebastião chaves (9) 02/02/2010 15h19
sebastião chaves (9) 02/02/2010 15h19
como tem pirado escrevendo e enviando os seus comentários. os textos chegam ser manifestações de humorismo involuntário.
Peço àqueles que discordam das bobagens escritas, sejam condescentes com os pirados da silva.
Pai, perdoi, eles não sabem o que escrevem. Descansem em paz, pirados.
sem opinião
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John Reed (41) 02/02/2010 03h21
John Reed (41) 02/02/2010 03h21
A realidade é inexorável.
Ideologias fajutas não passam de blá-blá-blá porque são míopes para enxergar qualquer coisa. Mas certamente não querem ver nada porque acham que já pensaram em tudo. Aí quando a realidade contraria a 'verdade' ideológica as coisas começam a ficar violentas.
Já viu uma criança contrariada? Pois é. Parece que o brinquedo favorito do Coronel Presidente Hugo Chávez se recusa a funcionar como ele deseja. E isso acaba refletindo em alguns nesse fórum, que contrariados produzem textos violentos tanto no estilo quanto no conteúdo.
Uma política carioca, médica, disse (isso ninguém me contou), no ocaso dos países comunista pós Muro, que o ideal e modelo de país a ser seguido eram os da Albânia. Caramba! Isso tem 20 anos.
É pra dar medo: o que a crença em ideologias ou dogmas pode fazer com uma pessoa culta e inteligente. Como já disse, a realidade é desagradavelmente real para alguns.
2 opiniões
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