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20/03/2013 - 03h38

Roy Ayers relembra parceria com Tom Jobim

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RONALDO EVANGELISTA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Existem incontáveis músicas que você pode ter ouvido que traziam o som de Roy Ayers. Não apenas as lançadas por ele ou dos vários discos que produziu, mas também qualquer uma das centenas de faixas que usam samples de suas músicas.

Vibrafonista de jazz, líder da banda dançante Ubiquity, com quase 50 anos de carreira, o californiano Roy Ayers, 72, se apresenta na quinta-feira (21) no Sesc Belenzinho, dentro do festival Nublu.

Em conversa com a Folha, ele falou sobre ser sampleado e de suas lembranças de tocar com Fela Kuti e Antonio Carlos Jobim.

Divulgação
O músico Roy Ayers, que participa do Nublu Jazz Festival
O músico Roy Ayers, que participa do Nublu Jazz Festival

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Folha - Você se lembra de gravar com Tom Jobim, em 1965?
Roy Ayers - Ah, foi incrível. Eu era jovem, lembro de pensar, "uau, estou numa sala com alguns grandes músicos". Sergio Mendes também estava lá, foi levar o Jobim.
Era o álbum "Jack Wilson Plays Brazilian Mancini" e tínhamos o convidado especial "Tony Brazil" no violão --você sabe quem é, certo? Antonio Carlos Jobim! Ele não podia usar seu nome por causa de um contrato com outra gravadora.

O que acha das músicas que usam samples de seu trabalho?
Eu fui muito sampleado, tenho mais hits baseados em minhas músicas do que qualquer um. Artistas como 50 Cent, Mary J. Blige, Erykah Badu. Me sinto bem a respeito disso. Se as pessoas gostam tanto da minha música que querem sampleá-la, isso me faz sentir apreciado.

Como foi tocar com Fela Kuti em 1979?
Eu amava Fela. Meu Deus, seu estilo era tão único. Um grande dançarino, um grande político, um de meus músicos favoritos de todos os tempos. Gravamos juntos o álbum "Music of Many Colors", fiquei quase um mês inteiro na Nigéria com ele e sua banda Africa 70 e também toquei com ele no Harlem, em Nova York.

Seu conceito original do Afrobeat me impressionava muito, assim como seu estilo de tocar piano e de dançar com as mulheres --tinha 27 esposas. Nunca encontrei ninguém tão incrivelmente talentoso quanto ele, um artista que nunca será esquecido.

Você começou no jazz nos anos 60, mas depois incorporou o funk na década seguinte. Foi um processo natural?
Quando eu tinha cinco anos, em Los Angeles, eu vi Lionel Hampton se apresentar e ele desceu do palco e me deu suas baquetas de vibrafones. Minha mãe disse que ele deixou vibração espiritual em mim, foi minha grande influência, eu cresci no jazz.

Mas quando eu tinha 15 anos também cantava em um grupo de R&B chamado The Poets. Todas as formas de música que toquei sempre foram uma experiência bonita para mim.

 

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