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27/02/2012 - 17h37

Referendo é "ato cínico" de regime da Síria, dizem EUA

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DE SÃO PAULO

A Casa Branca considerou nesta segunda-feira que o referendo constitucional da Síria, que aconteceu no último domingo (26), um "ato cínico" do regime do ditador Bashar al Assad. O plebiscito foi considerado pelos Estados Unidos "uma proposta ridícula" ao seu povo.

"Basicamente o que foi feito foi entregar uma folha de papel que ele [Assad] controla a um voto que ele controla, para poder tentar manter o controle", afirmou a porta-voz do Departamento de Estado americano, Victoria Nuland.

"O próprio referendo que foi apresentado é ridículo, porque exige que o Estado aprove quaisquer dos grupos de oposição. Desse modo, ele [Assad] vai escolher a dedo quem pode estar na oposição".

Nuland também questionou a ocorrência do processo em meio à repressão do regime em diversas cidades, que causou 59 mortes, segundo grupos de oposição.

A porta-voz ainda demonstrou a preocupação dos Estados Unidos com o apoio explícito do grupo radical islâmico palestino Hamas aos opositores ao regime da Síria. A organização é considerada terrorista pelos americanos.

"Temos a preocupação de que esses extremistas tentem explorar a violência para seus próprios objetivos. Isso não queremos ver".

Reuters
Fumaça cobre região de Homs; ONU duvida de credibilidade de referendo constitucional na Síria
Fumaça cobre região de Homs; ONU duvida de credibilidade de referendo constitucional na Síria

BAN KI-MOON

Mais cedo, o secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-Moon, afirmou que duvida da credibilidade do referendo sírio, em que cerca de 90% dos votantes optaram pelo novo texto.

O chefe da organização disse que a situação de violência e a repressão que sofre o país tira a legitimidade da consulta popular.

"Ainda que uma nova Constituição e o fim do monopólio político do partido Baath no poder poderiam ser parte de uma solução política, um referendo deve acontecer em condições livres de violência e intimidação".

Em comunicado, Ban Ki-Moon ainda declarou que a prioridade na Síria é o fim da violência para que se inicie um processo político "que responda às aspirações diplomáticas dos cidadãos".

Rodrigo Abd - 26.fev.12/Associated Press
Homem segura bandeira durante manifestação contra Assad em Idlib, no norte da Síria
Homem segura bandeira durante manifestação contra Assad em Idlib, no norte da Síria

REFERENDO

A nova Constituição síria foi aprovada pela população com 89,4% dos votos para a alternativa "sim", informou nesta segunda-feira o ministro do Interior, Mohamad Nidal al Shaar.

O referendo constitucional, que mobilizou 8,37 milhões de eleitores neste domingo, foi marcado por vários episódios de violência. Grupos de oposição estimam que pelo menos 59 pessoas morreram, entre soldados e civis.

Mesmo durante a votação, morteiros caíam sobre o bairro rebelde de Baba Amr e outras regiões de Homs, devastadas por mais de três semanas de bombardeios, no dia seguinte a uma jornada de violência que deixou cerca de cem mortos, segundo o OSDH (Observatório Sírio para os Direitos Humanos).

A proposta de mudança constitucional foi duramente criticada pela comunidade internacional e pela oposição síria, que convocou um boicote contra o referendo.

Na nova carta fundamental, o governante mantém poderes significativos. Escolhe o primeiro-ministro, independentemente da maioria parlamentar, e em alguns casos pode rejeitar leis.

O artigo 88 prevê que o presidente só pode optar por dois períodos de sete anos, mas o artigo 155 precisa que estes dispositivos só serão aplicados após as próximas presidenciais de 2014. Com isso, Bashar al Assad poderia se manter como ditador por mais 16 anos.

 

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