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Rede Haqqani nega assassinato de ex-presidente afegão
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DA FRANCE PRESSE, EM CABUL
A rede Haqqani, ligada aos talebans, negou ter matado o ex-presidente afegão e mediador para as negociações de paz Burhanuddin Rabbani, que foi assassinado em 20 de setembro em um atentado suicida em Cabul, informou o canal BBC.
Rabbani, que era presidente do Conselho Superior da Paz e recebeu do presidente Hamid Karzai a missão de tentar entrar em contato com os insurgentes islamitas para iniciar negociações de paz, foi assassinado por uma bomba escondida no turbante de um homem que se apresentou como emissário taleban e afirmou ter uma mensagem importante.
O Conselho Supremo dos talebans, dirigido pelo mulá Omar, se negou a comentar o crime.
"Não matamos Rabbani e isto foi repetido diversas vezes pelo porta-voz do Emirado Islâmico do Afeganistão", afirmou Sirajuddin Haqqani, comandante das operações da rede Haqqani, o grupo mais ativo dos talibãs afegãos e pesadelo das tropas americanas e afegãs.
A BBC enviou as perguntas por escrito a Sirajuddin Haqqani, que respondeu em uma mensagem de áudio gravada, informa o site da emissora britânica.
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